A TUA PISCINA ESTÁ CHEIA DE RATOS

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Já cantava Cazuza, nos idos anos 80 e olhe que ele não vivenciou 10% da fétida corrupção que vemos hoje.

Hoje meu sentimento é de revolta, de ultraje, me sinto mal, dói a alma, a vergonha toma conta. A vergonha toma conta porque falta vergonha aos nossos Congressistas e, posso afirmar, não existem palavras ou termos educados para qualificá-los.

Os ratos são conhecidos por serem seres asquerosos, de comportamento que causa repulsa. Vivem imersos na sujeira, aliás, se alimentam da sujeira, trazem doenças, roubam comidas na surdina e, via de regra, agem durante a noite. Quando todos dormem, esses seres repulsivos saem das suas tocas, aprontam todas e, novamente, se recolhem ao seu submundo. Notou alguma semelhança com nosso Congresso e Senado?

Ontem, dia 29 de novembro de 2016, o Brasil estava de luto por uma das maiores tragédias aéreas, que culminou na morte de quase todos os jogadores da Chapecoense, mais de vinte repórteres, tripulação e outros profissionais e isso causou uma comoção nacional e internacional. O que nossos ratos fizeram? Aproveitaram-se de um momento de fragilidade e, na surdina, como é típico do comportamento de seres nojentos, aprovaram, sorrateiramente, um conjunto de medidas para protegê-los, investidos do maior cinismo e mau caratismo que lhes é possível.

Não existem palavras que possam expressar, ao menos de forma educada, o que sinto! VERMES, seres nojentos, asquerosos, excrecências humanas e paro por aqui.

Ignorando todo o clamor popular, esses malditos vermes se blindaram, aprovaram um conjunto de leis que praticamente os torna imunes a qualquer coisa, pois a possibilidade de serem investigados, por si só, já pode ser configurada como abuso de autoridade por parte do judiciário, que pode ter juízes e promotores condenados e presos. As almas puras e santas dos vermes, diante do insulto lhes mancha a reputação, ainda poderão exigir uma indenização por danos morais. Estou escrevendo isso e, confesso, tentando me convencer de que estou num pesadelo, que preciso acordar, pois é tão surreal que chego a ter palpitações.

O que fazer? A quem recorrer? Nem o Chapolin poderá nos livrar dessa! Acredito que esse é o momento em que a força popular precisa se fazer notar. Precisamos, urgentemente, retomar o princípio democrático de direito, afinal, democracia é isso, o direito do povo e para o povo e esses vermes malditos, nem de longe, representam a vontade da maioria da população, no entanto, se ficarmos calados, eles irão se sobressair.

Não podemos nos calar, não podemos nos acovardar, pois não somos nós que temos que TEMER e, sim, tem duplo sentido.

A partir de agora, torno pública minha posição contra mais esse governo sujo. FORA TEMER, FORA RENAN, FORA MAIA, FORA 90% desse Congresso que mais parece um esgoto a céu aberto!

Deixo claro que também não defendia o PT, aliás, estou me lixando para partidos políticos, defendo um país livre desse câncer que se instaurou no nosso país. A luta contra um câncer é complicada, requer medidas extremas, mas é possível vencê-lo e estamos exatamente nesse ponto, no ponto onde o tumor precisa ser extirpado, onde a quimioterapia precisa ser feita, ainda que com graves efeitos colaterais, mas é a única forma de conter a metástase.

O povo não pode se calar, o povo não pode se acovardar, o povo não pode se intimidar e estão tentando fazer isso, coibindo manifestações populares, reprimindo qualquer tentativa de protesto, mas é hora de unirmos forçar e mostrar que quem tem o poder é o povo e esses ratos pestilentos precisam entender isso de uma vez por todas. Chega! Não dá para continuar agindo como se nada estivesse acontecendo, mergulhados nessa inércia quase letárgica, nesse conformismo patético. Não temos que aceitar isso, não somos obrigados a aceitar tamanho ultraje!

As redes sociais já mostraram o poder que têm e é hora de mostrar que podemos fazer muito mais! Ao contrário dos ratos do congresso, não precisamos agir na calada da noite, podemos nos organizar durante a luz do dia, pois nada temos a TEMER.

Se os vermes aprovaram, é hora de pressionar o presidente a vetar, é hora de exigir sua saída do poder, afinal, motivos afloram a cada dia! Não podemos assumir o rótulo de república das bananas, pois o povo brasileiro é mais que isso, ao menos uma maioria que trabalha honestamente, que tem vergonha na cara e que não concorda com toda essa ultrajante situação. Bandido tem que ser investigado e, se culpado, tem que ser preso, independente de cargo ou status.

Digo isso desde sempre, não tenho bandido de estimação e enquanto não tivermos um sistema político justo, morrerei lutando e gritando por essa justiça. Sei que talvez eu não veja isso, mas quero ter a consciência tranquila de que fiz minha parte.

Não perca seu tempo de vir me mandar ficar calmo, pois o momento não é de calma. É hora de nos indignarmos mesmo, de cada um assumir seu papel e sua responsabilidade, de exigir que nossos direitos sejam respeitados e que esses vermes asquerosos, esse câncer que se instaurou no poder, sejam vencidos e extirpados!

Cada um com suas opiniões, mas nunca vou concordar com a hipótese de uma intervenção militar. Já tivemos um passado recente que mostra que isso também não deu certo, além do que, mais uma vez estaríamos terceirizando a solução, bem ao estilo “não sabemos o que fazer, resolvam por nós”. Não vai funcionar também. Acredito que sequer os militares têm esse objetivo hoje. A democracia pode não ser o melhor sistema político, mas entre os existentes, ainda é o menos danoso. A parte mais complicada da democracia é que, para que ela funcione bem, cada um de nós precisa fazer sua parte e, infelizmente, nem todos também estão dispostos a isso. É muito fácil cobrar do outro, mas não basta cobrar, é preciso também fazer. Existe um princípio esquecido por muitos, mas vale ressaltar: num sistema democrático existem direitos, mas também existem deveres e, por favor, não ignore ou finja que não conhece essa parte.

O sistema não vai mudar de postura se nós não mudarmos a nossa. Tudo conspira a favor do sistema corrupto, então, meu caro, não tenha a doce ilusão de que medidas que os prejudiquem serão tomadas, a menos que a pressão popular seja tamanha que eles se sintam sufocados e não tenham outra alternativa. A mudança está nas minhas mãos, na sua e de toda a sociedade que é quem paga essa conta. E então, o que faremos?

 

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