A vida é muito curta

Se você soubesse quanto tempo ainda tem de vida, como aproveitaria cada minuto até o momento da sua partida?

Tenho certeza de que cada um tem respostas completamente diferentes para essa pergunta, pois ela vai variar de acordo com a personalidade de cada um, assim como, para com os valores e prioridades que cada um de nós temos.

Nesse momento, proponho outra pergunta: por que você precisaria saber quando vai morrer para fazer o que te deixa feliz? Não é um pouco contraditório que a morte possa despertar a vontade de viver?

Não saber quando vamos morrer tem seu lado bom e seu lado ruim. Não sofremos por antecedência, mas também podemos deixar de viver tudo o que poderíamos ter vivido. A vida e suas contradições e ironias.

Se você tem acompanhado os noticiários nos últimos dias, deve ter visto que a vida nunca foi tão frágil e, talvez, tão banalizada. Num minuto você está caminhando pela rua e, em segundos, seu maior bem, a sua vida, lhe é tirada sem a menor cerimônia. Impossível se manter indiferente frente a tudo isso.

A vida é muito curta para nos importarmos somente com políticos corruptos, que zombam da nossa cara e, diga-se de passagem, são responsáveis diretos pela abreviação de muitas vidas e um dia, também responderão por isso. A dívida é deles, nós pagamos, eu sei, mas pelo menos nossa honra ficará limpa.

A vida é muito curta para passarmos mais tempo no trabalho do que com os que amamos. O trabalho é importante, dignifica, mas não pode se sobrepor à nossa própria vida.

A vida é muito curta para guardarmos rancor e ódio. Se não for possível perdoar, que ao menos consigamos deixar de lado e seguir nossa vida, pois não vale à pena passar uma vida toda sendo corroído por esses venenos.

A vida é muito curta para não ver o lado belo da vida, como um simples pôr-do-sol ou uma lua cheia que resplandece, não somente na noite, mas na nossa alma. Triste deve ser aquele que chega ao seu último suspiro só tendo lembranças tristes daquilo que a vida tem de pior.

A vida é muito curta para não se permitir errar nunca. Não precisamos ser perfeitos o tempo todo, precisamos ser humanos, autênticos, pois é isso que deixaremos ao partir.

A vida é muito curta para o “precisamos combinar alguma coisa” e essa coisa nunca é combinada. Combine hoje, faça hoje, amanhã pode ser tarde.

A vida é muito curta para perder tempo com pessoas difíceis. Deixe que ela tenha a razão que quiser ter, ela precisa disso, você não. Prefira ter a paz de espírito ao fechar os olhos todas as noites.

Sempre que se despedir de alguém, deixe essa pessoa com palavras positivas, demonstre o quanto ela é importante para você, pois pode ser a última vez que vocês se falam e, se isso acontecer, que ao menos ela tenha de você o seu melhor e que a última lembrança seja de amor.

Resumindo, a vida é muito curta para deixar para depois! Realize o que for possível realizar, viva o que for possível ser vivido, ame o quanto for possível amar, mas faça isso todo dia e não se arrependa do que foi feito.

Algumas pessoas falam em medo da morte, mas eu acho que na verdade o grande medo é o da vida. Medo de não ter realizado os sonhos, de não ter amado, de não ter vivido uma vida plena e se dar conta de que o tempo para isso acabou.

É óbvio que sempre teremos a sensação de que poderíamos ter feito mais, mas se hoje você tivesse que partir, ao pesar os momentos alegres e tristes da sua vida, qual deles seria maior? Na perspectiva mais pessimista, ainda temos o hoje para mudar essa resposta, caso ela não tenha sido boa. Dá tempo ainda para, ao menos, uma ligação, um abraço, um pedido de desculpas ou um perdão que te libertará! Vai, tente outra vez!

Epitáfio – Titãs