Autoral

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Nessun dorma

Nessun dorma (Ninguém durma) é uma ária, do último ato da ópera Turandot, criada em 1926, por Giacomo Puccini e que foi imortalizada na voz e inigualável interpretação de Luciano Pavarotti. De forma muito resumida, a ária refere-se a ordem da princesa Turandot, de que ninguém poderia dormir, até que o nome do príncipe fosse descoberto.
Normalmente toda ópera retrata um drama, no seu sentido mais literal, motivo pelo qual resolvi usar, nessa reflexão, essa temática.
A vida humana, de certa forma, pode ser comparada a uma ópera. É trágica, é intensa, é linda e emocionante, ao mesmo tempo que é sofrida, levando-nos às lágrimas, tal qual uma boa obra musical.

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A vida é feita de tempos diferentes

Existe o tempo de mudar o mundo, existe o tempo de fazer acontecer, existe o tempo de viver a vida num único dia, existe o tempo em que achamos que o fim nunca vai chegar para nós e isso nos torna, praticamente, imortais.

Mas também existe o tempo em que o próprio tempo vai passando e vamos percebendo coisas antes impensáveis, existe o tempo em que experimentamos novas realidades, o tempo em que passamos a ver coisas tão simples, que de tão simples que são, nos encantam e nos questionamos como nunca antes tínhamos prestado atenção.

Um dia você acorda e percebe que o tempo passou, que seu corpo não é mais o mesmo, mas que mais que o seu corpo, a sua alma não é mais a mesma. Inicialmente, isso assusta, mas depois você vai percebendo que não tem tempo para essas bobagens de medo.

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Dia dos Professores

Nesse dia dos professores, relutei um pouco entre escrever ou não, mas já perceberam o resultado, certo?

Essa data, via de regra, serve para alguns programas televisivos fazerem homenagens, promoverem algumas lágrimas de emoção, mas e depois? Amanhã, dia 16 de outubro, como estarão os professores ao retomarem suas rotinas?

As homenagens são válidas, são bonitas, mas na prática, não servem para muita coisa. Em pouco mais de uma década lecionando, já vi e ouvi muitas coisas que me marcaram, tanto positiva, quanto negativamente.

É muito triste ver como os governos e a própria sociedade tratam os professores. Uma das coisas que me marcaram negativamente, foi ouvir de um diretor de faculdade, que via de regra, professores são os que não deram certo em nada e aí resolveram virar professor. Já ouvi isso de outras pessoas também.

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Comemorar?

O que comemorar, quando as crianças já não podem mais brincar?

Crianças inocentes, num mundo incoerente, vítimas de um homem doente.

Vamos homenagear, quem também já não pode mais ensinar.

Na arte de amar, ela ensinou aos limites superar.

Não pensou em como iria acabar e se algo iria sobrar.

Somente amou e o fogo queimou, silenciou.

Queimou o corpo, queimou a alma, que nada mais acalma.

A pureza virou tristeza.

O amor virou dor.

O sorriso gostoso, saudoso, se tornou pesaroso.

Os lábios podem até voltar a sorrir.

Mas a dor jamais vai partir.

Acordar, orar, chorar.

É o que vai restar.

Torcer para acordar e o pesadelo acabar.

Vidas destruídas, estupidamente interrompidas.

Que nossa esperança possa se manter.

Até a próxima desgraça acontecer.

E, novamente vai doer!

 

Retorno às origens

Estamos voltando às origens, mas acreditem, isso não é bom!

Normalmente a expressão retornar às origens faz alusão a fatos bons, mas não na situação que hoje vivenciamos. Nosso mundo está doente, extremamente doente, arrisco a dizer, em fase terminal e o retorno que estamos buscando é para a época das barbáries.

As cenas que estamos vivenciando, praticamente todos os dias, nos remetem aos primórdios da humanidade, uma época sombria, onde a violência prevalecia, onde o diálogo e a tolerância eram termos desconhecidos.

O ser humano, a cada dia, se distancia mais da sua classificação de Homo Sapiens e já começo a achar que sequer podemos nos comparar aos homens das cavernas, tamanha as atrocidades cotidianas.

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