Autoral

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Comemorar?

O que comemorar, quando as crianças já não podem mais brincar?

Crianças inocentes, num mundo incoerente, vítimas de um homem doente.

Vamos homenagear, quem também já não pode mais ensinar.

Na arte de amar, ela ensinou aos limites superar.

Não pensou em como iria acabar e se algo iria sobrar.

Somente amou e o fogo queimou, silenciou.

Queimou o corpo, queimou a alma, que nada mais acalma.

A pureza virou tristeza.

O amor virou dor.

O sorriso gostoso, saudoso, se tornou pesaroso.

Os lábios podem até voltar a sorrir.

Mas a dor jamais vai partir.

Acordar, orar, chorar.

É o que vai restar.

Torcer para acordar e o pesadelo acabar.

Vidas destruídas, estupidamente interrompidas.

Que nossa esperança possa se manter.

Até a próxima desgraça acontecer.

E, novamente vai doer!

 

Retorno às origens

Estamos voltando às origens, mas acreditem, isso não é bom!

Normalmente a expressão retornar às origens faz alusão a fatos bons, mas não na situação que hoje vivenciamos. Nosso mundo está doente, extremamente doente, arrisco a dizer, em fase terminal e o retorno que estamos buscando é para a época das barbáries.

As cenas que estamos vivenciando, praticamente todos os dias, nos remetem aos primórdios da humanidade, uma época sombria, onde a violência prevalecia, onde o diálogo e a tolerância eram termos desconhecidos.

O ser humano, a cada dia, se distancia mais da sua classificação de Homo Sapiens e já começo a achar que sequer podemos nos comparar aos homens das cavernas, tamanha as atrocidades cotidianas.

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Fim do Mundo

O fim do mundo está na moda, só nesse ano, acredito, já foram previstas umas quatro datas para o evento. Praticamente todo ano temos, ao menos, um dia destinado ao fim do mundo, fora o apocalipse que era esperado no ano 2000.

Todos falharam, você deve estar pensando, não é? Será mesmo?

Essa é uma brincadeira que fazemos com todas as datas onde o fim do mundo foi previsto e, a princípio, não ocorreu, no entanto, hoje já penso um pouco diferente.

O mundo pode não ter acabado no sentido cinematográfico do contexto, com grandes catástrofes, culminando num evento pomposo, mas não sei se posso discordar de que o mundo está em extinção continuada, já há algumas décadas.

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Não olhe para trás com rancor

Aprender a se desapegar do passado não é uma tarefa fácil e talvez você saiba disso. E, quando falo do passado, não estou somente falando de alguns anos, estou falando de gerações, de séculos, de milênios. Às vezes, sequer o tempo cura.

Exagero? Veja alguns exemplos e tire suas próprias conclusões. Até hoje, passados mais de dois mil anos do início da Era Cristã, as religiões ainda usam princípios de antes de Cristo, para continuar brigando e promovendo “Guerras Santas”.

Num passado nem tão distante, temos o nazismo e todos os seus horrores e, ainda assim, novamente a humanidade está às voltas com ele, ganhando novos simpatizantes a cada dia. Mais insana ainda é a discussão se o nazismo é de direita ou esquerda, como se discutir essa dualidade fosse resolver ou justificar alguma coisa.

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Educação como única solução possível

Que a situação atual está longe de ser boa, creio que não seja dúvida para ninguém, mas como mudar esse cenário nefasto? Como pensar num futuro menos sombrio? Será que tem jeito?

Tem sim, mas não é uma solução fácil, essa mudança não se dará por um decreto ou por uma medida provisória. A solução para esse caos é única e, embora seja uma medida a médio e longo prazo, é a única possível. Estou falando da Educação.

O que vou expor a seguir é tão somente o meu ponto de vista, que não é somente meu, é claro, mas é aquilo que acredito, é minha convicção.

Nossa Constituição, que em teoria é perfeita, diz no Artigo 205, que “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. ”

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