Comportamento

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Nessun dorma

Nessun dorma (Ninguém durma) é uma ária, do último ato da ópera Turandot, criada em 1926, por Giacomo Puccini e que foi imortalizada na voz e inigualável interpretação de Luciano Pavarotti. De forma muito resumida, a ária refere-se a ordem da princesa Turandot, de que ninguém poderia dormir, até que o nome do príncipe fosse descoberto.
Normalmente toda ópera retrata um drama, no seu sentido mais literal, motivo pelo qual resolvi usar, nessa reflexão, essa temática.
A vida humana, de certa forma, pode ser comparada a uma ópera. É trágica, é intensa, é linda e emocionante, ao mesmo tempo que é sofrida, levando-nos às lágrimas, tal qual uma boa obra musical.

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Não olhe para trás com rancor

Aprender a se desapegar do passado não é uma tarefa fácil e talvez você saiba disso. E, quando falo do passado, não estou somente falando de alguns anos, estou falando de gerações, de séculos, de milênios. Às vezes, sequer o tempo cura.

Exagero? Veja alguns exemplos e tire suas próprias conclusões. Até hoje, passados mais de dois mil anos do início da Era Cristã, as religiões ainda usam princípios de antes de Cristo, para continuar brigando e promovendo “Guerras Santas”.

Num passado nem tão distante, temos o nazismo e todos os seus horrores e, ainda assim, novamente a humanidade está às voltas com ele, ganhando novos simpatizantes a cada dia. Mais insana ainda é a discussão se o nazismo é de direita ou esquerda, como se discutir essa dualidade fosse resolver ou justificar alguma coisa.

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Humanização – Eis o que o mundo precisa

Estamos perdendo nossa capacidade de sermos humanos. É só o que consigo pensar diante de tantas barbáries cotidianas. Sempre me questiono como foi que deixamos a coisa chegar a tal ponto e, acredito, uma das possíveis respostas é essa: estamos perdendo nossa capacidade racional e estamos nos comportando cada vez mais como máquinas.

Faço parte daquele grupo que detesta receitas prontas. Penso que se o ser humano foi dotado de capacidade racional, ou seja, de pensar, não foi por mero capricho do destino e isso deve ter um significado maior. Particularmente, abomino as receitas do tipo “como se dar bem numa entrevista de emprego”, ou “o que fazer para…”, ou ainda “o segredo para a felicidade” e qualquer outra coisa do gênero.

Ao nos submetermos a esse tipo de postura, cada vez menos usamos nossa capacidade intelectual e nos assemelhamos a autômatos. Caso você não saiba, um autômato pode ser definido como uma máquina, um robô, um modelo matemático, que se utiliza de um conjunto de instruções para resolver um determinado problema. Aplicando esse conceito ao ser humano, podemos dizer que é a pessoa que não pensa ou age por si mesma.

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A vida é muito curta

Se você soubesse quanto tempo ainda tem de vida, como aproveitaria cada minuto até o momento da sua partida?

Tenho certeza de que cada um tem respostas completamente diferentes para essa pergunta, pois ela vai variar de acordo com a personalidade de cada um, assim como, para com os valores e prioridades que cada um de nós temos.

Nesse momento, proponho outra pergunta: por que você precisaria saber quando vai morrer para fazer o que te deixa feliz? Não é um pouco contraditório que a morte possa despertar a vontade de viver?

Não saber quando vamos morrer tem seu lado bom e seu lado ruim. Não sofremos por antecedência, mas também podemos deixar de viver tudo o que poderíamos ter vivido. A vida e suas contradições e ironias.

Se você tem acompanhado os noticiários nos últimos dias, deve ter visto que a vida nunca foi tão frágil e, talvez, tão banalizada. Num minuto você está caminhando pela rua e, em segundos, seu maior bem, a sua vida, lhe é tirada sem a menor cerimônia. Impossível se manter indiferente frente a tudo isso.

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Continue em Frente

Faço parte daquela parcela da população que é movida à música. Tenho playlist para tudo, até para não fazer nada e hoje, ouvindo uma das músicas que mais gosto, Walk On, do U2, fiquei refletindo sobre tantas coisas, que os 4:56 minutos da música pareciam ter se transformado numa eternidade.

Diante de tudo o que vivemos, não só no Brasil, mas no mundo, continuar em frente é um desafio e tanto. Quem nunca se sentiu sem forças, esgotado, com a impressão de que o mundo lhe escapa aos dedos?

Somos atacados de tantas formas, seja pelo Governo ou pela própria sociedade, que chega uma hora que começamos a duvidar de tudo, até das próprias convicções. O que mais podem nos tirar?

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