Textos diversos

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Não existe almoço grátis

 

Os últimos fatos da política e cotidiano brasileiros tem sido tão surreais, que faz dias que estou pensando em escrever algo, mas não estava encontrando palavras que pudessem descrever o que estou sentindo e olhe que não sou de ficar sem palavras.

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação, agora tendo como alvos: políticos, grandes frigoríficos, agentes públicos e órgãos de fiscalização. Os maiores frigoríficos do país, JBS e BRF, traduzindo nos nomes comerciais, a JBS é a proprietária da marca Friboi, aquela que é 100% confiável, além de também controlar a Seara e a Swift. Já a BRF é um conglomerado de empresas, entre elas: Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Confidence. Recentemente, foi considerada a “Empresa do Ano” pela revista Época Negócios.

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O mundo não sabia, mas a Sofia partia…

Sofia era a luz na vida dos seus pais, Sofia era um anjo que trazia a paz, Sofia só brincava, mas ali, naquele brinquedo, seu mundo acabava.

Junto com o mundo da Sofia, também se foi o mundo dos seus pais. Mais uma família destruída, mais um lar que nunca mais terá a paz, o sorriso, quem sabe o amor, afinal, diante de tanta dor, impera somente o torpor.

Sofia, palavra que significa sabedoria, por ironia, só não sabia que aquele seria seu último passeio, seu último beijo, seu último sorriso. A sua luz ganhou um tom forte, vermelho vivo, um vermelho que era seu sangue e que ali corria, se esvairia.

Desesperador ver a dor de um pai com sua filha nos braços, gritando, correndo, morrendo. Sofia morria, mas sequer sabia o que lhe acontecia, Sofia apenas partia.

Será que alguma dor ou medo ela sentiu ou somente dormiu? O seu rosto angelical, que outrora trazia a beleza expressa na forma da pureza, agora tem uma marca bem diferente, a marca da maldade humana, mundana, profana.

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Onde nos perdemos?

Já começo dizendo que não faço ideia da resposta, não tenho pretensão de saber, mas penso que vale uma reflexão sobre o assunto.

Não tenho dúvida nenhuma de que vivenciamos um momento histórico: o momento onde a estupidez supera o bom senso, um momento onde o mau caratismo é venerado e o correto é chato. Não falo da onda do “politicamente correto” que impera, que também é um saco, mas sim, do senso comum da moral e da ética, que se perdeu. Fico, muitas vezes, me questionando onde tudo isso começou e, pior ainda, como deixamos as coisas chegarem a esse ponto? Mas dá para piorar, além de termos deixado chegar ao ponto que chegou, o que vamos fazer para sair disso? Novamente, não tenho respostas simples, sequer sei se tenho respostas, apenas conjecturas.

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A Simplicidade

Todo fim de ano é sempre a mesma coisa:  reflexões sobre o que erramos e acertamos, planos para o futuro e promessas que nunca serão cumpridas…

Cada vez mais venho pensando na simplicidade. A simplicidade nos deixa leve, faz perceber que não precisamos de muito para alcançar a felicidade, que está presente nas coisas mais simples da vida, como por exemplo, no barulho da chuva, na festa que seu cão faz quando você volta para casa, mesmo que você tenha ficado fora por dez minutos, no abraço de um amigo, no beijo do amor da sua vida, coisas que não nos custam quase nada.

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Novas Perspectivas

Depois de um ano como o de 2016, creio que seja o que todos precisamos: novas perspectivas. Dá medo sim, fica difícil pensar num ano novo repleto de coisas boas, depois de um ano como o que todos tivemos. Tempos difíceis, de muitas dores e sofrimentos, a humanidade encontra-se perdida e uma gigantesca crise ética, moral e humanitária assola o Planeta e, para termos plena certeza disso, basta olharmos para os lados e ver quantos sofrem, sofrem muito, muito mais do que aquilo que achamos que sofremos. Isso não serve de consolo, mas nos faz refletir.

 Diante disso, fica complicado encontrar forças e esperanças, parece que entramos num ciclo de dor que não vai acabar tão cedo, mas mudar nossa perspectiva pode ser um bom começo.

Dê um tempo, se permita ter um momento consigo mesmo, desligue-se do mundo, dos noticiários, das redes sociais, desligue-se até de pessoas se for o caso, mas busque um tempo seu, coloque sua própria vida numa nova perspectiva, analise, sem excessos de sentimentos, tudo o que lhe aconteceu de bom ou de ruim e busque identificar as causas disso, novamente, sem paixões, pois elas nos tiram a razão.

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