Archives for Autoconhecimento

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Nessun dorma

Nessun dorma (Ninguém durma) é uma ária, do último ato da ópera Turandot, criada em 1926, por Giacomo Puccini e que foi imortalizada na voz e inigualável interpretação de Luciano Pavarotti. De forma muito resumida, a ária refere-se a ordem da princesa Turandot, de que ninguém poderia dormir, até que o nome do príncipe fosse descoberto.
Normalmente toda ópera retrata um drama, no seu sentido mais literal, motivo pelo qual resolvi usar, nessa reflexão, essa temática.
A vida humana, de certa forma, pode ser comparada a uma ópera. É trágica, é intensa, é linda e emocionante, ao mesmo tempo que é sofrida, levando-nos às lágrimas, tal qual uma boa obra musical.

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A vida é feita de tempos diferentes

Existe o tempo de mudar o mundo, existe o tempo de fazer acontecer, existe o tempo de viver a vida num único dia, existe o tempo em que achamos que o fim nunca vai chegar para nós e isso nos torna, praticamente, imortais.

Mas também existe o tempo em que o próprio tempo vai passando e vamos percebendo coisas antes impensáveis, existe o tempo em que experimentamos novas realidades, o tempo em que passamos a ver coisas tão simples, que de tão simples que são, nos encantam e nos questionamos como nunca antes tínhamos prestado atenção.

Um dia você acorda e percebe que o tempo passou, que seu corpo não é mais o mesmo, mas que mais que o seu corpo, a sua alma não é mais a mesma. Inicialmente, isso assusta, mas depois você vai percebendo que não tem tempo para essas bobagens de medo.

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Retorno às origens

Estamos voltando às origens, mas acreditem, isso não é bom!

Normalmente a expressão retornar às origens faz alusão a fatos bons, mas não na situação que hoje vivenciamos. Nosso mundo está doente, extremamente doente, arrisco a dizer, em fase terminal e o retorno que estamos buscando é para a época das barbáries.

As cenas que estamos vivenciando, praticamente todos os dias, nos remetem aos primórdios da humanidade, uma época sombria, onde a violência prevalecia, onde o diálogo e a tolerância eram termos desconhecidos.

O ser humano, a cada dia, se distancia mais da sua classificação de Homo Sapiens e já começo a achar que sequer podemos nos comparar aos homens das cavernas, tamanha as atrocidades cotidianas.

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Não olhe para trás com rancor

Aprender a se desapegar do passado não é uma tarefa fácil e talvez você saiba disso. E, quando falo do passado, não estou somente falando de alguns anos, estou falando de gerações, de séculos, de milênios. Às vezes, sequer o tempo cura.

Exagero? Veja alguns exemplos e tire suas próprias conclusões. Até hoje, passados mais de dois mil anos do início da Era Cristã, as religiões ainda usam princípios de antes de Cristo, para continuar brigando e promovendo “Guerras Santas”.

Num passado nem tão distante, temos o nazismo e todos os seus horrores e, ainda assim, novamente a humanidade está às voltas com ele, ganhando novos simpatizantes a cada dia. Mais insana ainda é a discussão se o nazismo é de direita ou esquerda, como se discutir essa dualidade fosse resolver ou justificar alguma coisa.

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Humanização – Eis o que o mundo precisa

Estamos perdendo nossa capacidade de sermos humanos. É só o que consigo pensar diante de tantas barbáries cotidianas. Sempre me questiono como foi que deixamos a coisa chegar a tal ponto e, acredito, uma das possíveis respostas é essa: estamos perdendo nossa capacidade racional e estamos nos comportando cada vez mais como máquinas.

Faço parte daquele grupo que detesta receitas prontas. Penso que se o ser humano foi dotado de capacidade racional, ou seja, de pensar, não foi por mero capricho do destino e isso deve ter um significado maior. Particularmente, abomino as receitas do tipo “como se dar bem numa entrevista de emprego”, ou “o que fazer para…”, ou ainda “o segredo para a felicidade” e qualquer outra coisa do gênero.

Ao nos submetermos a esse tipo de postura, cada vez menos usamos nossa capacidade intelectual e nos assemelhamos a autômatos. Caso você não saiba, um autômato pode ser definido como uma máquina, um robô, um modelo matemático, que se utiliza de um conjunto de instruções para resolver um determinado problema. Aplicando esse conceito ao ser humano, podemos dizer que é a pessoa que não pensa ou age por si mesma.

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