Archives for Cotidiano

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Fim do Mundo

O fim do mundo está na moda, só nesse ano, acredito, já foram previstas umas quatro datas para o evento. Praticamente todo ano temos, ao menos, um dia destinado ao fim do mundo, fora o apocalipse que era esperado no ano 2000.

Todos falharam, você deve estar pensando, não é? Será mesmo?

Essa é uma brincadeira que fazemos com todas as datas onde o fim do mundo foi previsto e, a princípio, não ocorreu, no entanto, hoje já penso um pouco diferente.

O mundo pode não ter acabado no sentido cinematográfico do contexto, com grandes catástrofes, culminando num evento pomposo, mas não sei se posso discordar de que o mundo está em extinção continuada, já há algumas décadas.

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A vida é muito curta

Se você soubesse quanto tempo ainda tem de vida, como aproveitaria cada minuto até o momento da sua partida?

Tenho certeza de que cada um tem respostas completamente diferentes para essa pergunta, pois ela vai variar de acordo com a personalidade de cada um, assim como, para com os valores e prioridades que cada um de nós temos.

Nesse momento, proponho outra pergunta: por que você precisaria saber quando vai morrer para fazer o que te deixa feliz? Não é um pouco contraditório que a morte possa despertar a vontade de viver?

Não saber quando vamos morrer tem seu lado bom e seu lado ruim. Não sofremos por antecedência, mas também podemos deixar de viver tudo o que poderíamos ter vivido. A vida e suas contradições e ironias.

Se você tem acompanhado os noticiários nos últimos dias, deve ter visto que a vida nunca foi tão frágil e, talvez, tão banalizada. Num minuto você está caminhando pela rua e, em segundos, seu maior bem, a sua vida, lhe é tirada sem a menor cerimônia. Impossível se manter indiferente frente a tudo isso.

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Gosto de gente simples

Gosto de gente simples, que não tem frescura, que é autêntica, que fala alto, que abraça, que fala o que pensa.

 A simplicidade me encanta, talvez por ensejar uma certa pureza, típica de almas evoluídas. Se você se atentar, vai perceber que as pessoas mais simples trazem em si, uma sabedoria que não se explica e, talvez, essa mística é que traga toda a beleza.

Ser instruído é muito diferente de ser sábio. A instrução se aprende nos bancos escolares, já a sabedoria, se aprende na vida.

Gosto do sábio que fala errado, que às vezes, sequer é alfabetizado, mas que sabe como ninguém apreciar a vida e valorizar o belo. Também gosto do sábio que é extremamente instruído, mas que não perdeu a simplicidade e a humildade. Gosto de gente simples!

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O caos e a testa

O fato acontecido recentemente, quando um adolescente teve sua testa tatuada, literalmente, jogou na nossa cara, o caos que está instaurado na sociedade.

Atualmente, simplesmente tudo vira uma partida de futebol, com torcidas apaixonadas para os dois lados, ou seja, tanto faz o que o seu time faça, tudo é válido e, por outro lado, tanto faz o que o time adversário também faça, sempre estará errado. Vivemos a Era Futebolística, onde qualquer assunto se resolve da mesma maneira como se discute um jogo. Mas a vida não é um jogo…

Obviamente, o assunto em alta no momento é a testa do garoto e a torcida vibra, com faixas e cartazes, uns defendendo, outros amaldiçoando, mas é uma testa que está dando o tom das conversas dos últimos dias.

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Sobre a Baleia Azul

Não tenho dúvida alguma que, depois desse meu texto, terei conquistado mais alguns inimigos, mas talvez essa seja uma das minhas vocações naturais…

Não sou daqueles que gostam muito dos modismos das redes sociais, mas é preciso ter senso crítico entre o que é uma modinha e entre o que é um assunto sério. Tenho visto muitas piadas sobre o assunto, ironias e, embora eu seja adepto das ironias, também é preciso saber quando elas cabem ou não.

Suicídio nunca é um assunto leviano ou com o qual se deva brincar e está me assustando a forma leviana como ele vem sendo tratado, talvez, penso eu, por ter surgido como uma “brincadeira” nas redes sociais, mas essa brincadeira é mortal, portanto, sem graça alguma.

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