Archives for Crítica

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Retorno às origens

Estamos voltando às origens, mas acreditem, isso não é bom!

Normalmente a expressão retornar às origens faz alusão a fatos bons, mas não na situação que hoje vivenciamos. Nosso mundo está doente, extremamente doente, arrisco a dizer, em fase terminal e o retorno que estamos buscando é para a época das barbáries.

As cenas que estamos vivenciando, praticamente todos os dias, nos remetem aos primórdios da humanidade, uma época sombria, onde a violência prevalecia, onde o diálogo e a tolerância eram termos desconhecidos.

O ser humano, a cada dia, se distancia mais da sua classificação de Homo Sapiens e já começo a achar que sequer podemos nos comparar aos homens das cavernas, tamanha as atrocidades cotidianas.

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Fim do Mundo

O fim do mundo está na moda, só nesse ano, acredito, já foram previstas umas quatro datas para o evento. Praticamente todo ano temos, ao menos, um dia destinado ao fim do mundo, fora o apocalipse que era esperado no ano 2000.

Todos falharam, você deve estar pensando, não é? Será mesmo?

Essa é uma brincadeira que fazemos com todas as datas onde o fim do mundo foi previsto e, a princípio, não ocorreu, no entanto, hoje já penso um pouco diferente.

O mundo pode não ter acabado no sentido cinematográfico do contexto, com grandes catástrofes, culminando num evento pomposo, mas não sei se posso discordar de que o mundo está em extinção continuada, já há algumas décadas.

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Gosto de gente simples

Gosto de gente simples, que não tem frescura, que é autêntica, que fala alto, que abraça, que fala o que pensa.

 A simplicidade me encanta, talvez por ensejar uma certa pureza, típica de almas evoluídas. Se você se atentar, vai perceber que as pessoas mais simples trazem em si, uma sabedoria que não se explica e, talvez, essa mística é que traga toda a beleza.

Ser instruído é muito diferente de ser sábio. A instrução se aprende nos bancos escolares, já a sabedoria, se aprende na vida.

Gosto do sábio que fala errado, que às vezes, sequer é alfabetizado, mas que sabe como ninguém apreciar a vida e valorizar o belo. Também gosto do sábio que é extremamente instruído, mas que não perdeu a simplicidade e a humildade. Gosto de gente simples!

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O caos e a testa

O fato acontecido recentemente, quando um adolescente teve sua testa tatuada, literalmente, jogou na nossa cara, o caos que está instaurado na sociedade.

Atualmente, simplesmente tudo vira uma partida de futebol, com torcidas apaixonadas para os dois lados, ou seja, tanto faz o que o seu time faça, tudo é válido e, por outro lado, tanto faz o que o time adversário também faça, sempre estará errado. Vivemos a Era Futebolística, onde qualquer assunto se resolve da mesma maneira como se discute um jogo. Mas a vida não é um jogo…

Obviamente, o assunto em alta no momento é a testa do garoto e a torcida vibra, com faixas e cartazes, uns defendendo, outros amaldiçoando, mas é uma testa que está dando o tom das conversas dos últimos dias.

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O descaso que nos condena

Diante de toda a estarrecedora situação que estamos vivendo, venho pensando muito, em muitas coisas, dentre elas, em como deixamos as coisas chegarem ao ponto que chegaram e, pior que isso, como isso já parece não incomodar tanto mais.

Me veio à mente a canção “Metal Contra as Nuvens”, gravada pela Legião Urbana, em 1991, uma das minhas favoritas, diga-se de passagem. Um trecho da letra talvez tenha trazido a resposta que eu procuro e vou reproduzi-lo aqui: “É a verdade o que assombra. O descaso que condena. A estupidez o que destrói”.

Três frases curtas, mas que encerram e resumem muito daquilo que hoje vivemos:

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