Archives for Crítica

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O caos e a testa

O fato acontecido recentemente, quando um adolescente teve sua testa tatuada, literalmente, jogou na nossa cara, o caos que está instaurado na sociedade.

Atualmente, simplesmente tudo vira uma partida de futebol, com torcidas apaixonadas para os dois lados, ou seja, tanto faz o que o seu time faça, tudo é válido e, por outro lado, tanto faz o que o time adversário também faça, sempre estará errado. Vivemos a Era Futebolística, onde qualquer assunto se resolve da mesma maneira como se discute um jogo. Mas a vida não é um jogo…

Obviamente, o assunto em alta no momento é a testa do garoto e a torcida vibra, com faixas e cartazes, uns defendendo, outros amaldiçoando, mas é uma testa que está dando o tom das conversas dos últimos dias.

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O descaso que nos condena

Diante de toda a estarrecedora situação que estamos vivendo, venho pensando muito, em muitas coisas, dentre elas, em como deixamos as coisas chegarem ao ponto que chegaram e, pior que isso, como isso já parece não incomodar tanto mais.

Me veio à mente a canção “Metal Contra as Nuvens”, gravada pela Legião Urbana, em 1991, uma das minhas favoritas, diga-se de passagem. Um trecho da letra talvez tenha trazido a resposta que eu procuro e vou reproduzi-lo aqui: “É a verdade o que assombra. O descaso que condena. A estupidez o que destrói”.

Três frases curtas, mas que encerram e resumem muito daquilo que hoje vivemos:

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A Inocência e a Decadência se encontraram

De um lado a pureza e a inocência, do outro, a indecência e a decadência humana. De um lado um garoto de 6 anos, feliz, com sua família, no dia do seu aniversário, do outro, seres que não sei se consigo chamar de humanos.

De um lado um pai, já acostumado com a rotina de roubos, desesperado, tentando proteger os seus, do outro, bandidos igualmente acostumados, mas com a rotina do crime, do pavor, da covardia.

Como normalmente acontece, venceu o mal, venceu a covardia. A decadência gritou: “onde está o cofre? ”, já a inocência, pura e também seguindo o exemplo do pai, retribuindo o gesto de proteção, ofertou o seu cofrinho, com toda a sua fortuna que ali estava depositada.

A inocência ofertou, a decadência levou. Não o cofrinho, pois a inocência não tinha valor, mas levaram aquilo que de mais valor a inocência tinha: seu pai, a quem ele, com toda sua pureza, tentava defender.

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Não existe almoço grátis

 

Os últimos fatos da política e cotidiano brasileiros tem sido tão surreais, que faz dias que estou pensando em escrever algo, mas não estava encontrando palavras que pudessem descrever o que estou sentindo e olhe que não sou de ficar sem palavras.

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação, agora tendo como alvos: políticos, grandes frigoríficos, agentes públicos e órgãos de fiscalização. Os maiores frigoríficos do país, JBS e BRF, traduzindo nos nomes comerciais, a JBS é a proprietária da marca Friboi, aquela que é 100% confiável, além de também controlar a Seara e a Swift. Já a BRF é um conglomerado de empresas, entre elas: Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Confidence. Recentemente, foi considerada a “Empresa do Ano” pela revista Época Negócios.

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Era uma vez

Você gosta de contos de fadas? Eu gosto! Acho que pela forma lúdica com que eles contam fatos importantes, levam as pessoas a refletirem de uma forma que normalmente elas não fariam, muitas vezes, até sem perceber. Vou contar um, acompanhe:

Era uma vez, numa terra distante, um rei que estava com sérios problemas. Seu reino estava cercado de problemas econômicos, éticos e morais, era um verdadeiro caos.

Esse rei precisava de dinheiro para continuar sustentando toda a corrupção do império, que aumentava muito. A solução mais fácil era aumentar os tributos, mas seus súditos já não aguentavam mais tantas taxas e a angústia do rei aumentava.

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