Dia dos Professores

Nesse dia dos professores, relutei um pouco entre escrever ou não, mas já perceberam o resultado, certo?

Essa data, via de regra, serve para alguns programas televisivos fazerem homenagens, promoverem algumas lágrimas de emoção, mas e depois? Amanhã, dia 16 de outubro, como estarão os professores ao retomarem suas rotinas?

As homenagens são válidas, são bonitas, mas na prática, não servem para muita coisa. Em pouco mais de uma década lecionando, já vi e ouvi muitas coisas que me marcaram, tanto positiva, quanto negativamente.

É muito triste ver como os governos e a própria sociedade tratam os professores. Uma das coisas que me marcaram negativamente, foi ouvir de um diretor de faculdade, que via de regra, professores são os que não deram certo em nada e aí resolveram virar professor. Já ouvi isso de outras pessoas também.

Torcemos para o futuro do país, mas como acreditar nesse futuro, se os agentes transformadores são tidos como fracassados? Qual seria esse futuro, senão, fatalmente o fracasso?

É muito comum a culpa recair sobre o Estado, que naturalmente, tem sim muita responsabilidade sobre o caos que se encontra nossa Educação, mas a sociedade, como um todo, também tem. Nossa sociedade, em boa parte,  não valoriza o profissional que é o responsável por formar todos os demais profissionais!

Essa fala, ouvida várias vezes, me marcou sim, tanto por expressar os sentimentos de parte da sociedade, quanto das próprias instituições de ensino, mas também marcou por expressar a ignorância de quem as pronuncia, afinal, se os professores são fracassados, o que seriam essas pessoas, senão também um completo fracasso?

Menosprezar os professores é menosprezar a si mesmo, no entanto, esses seres supremos pronunciam suas sentenças como se já tivessem nascido prontos.

É natural que existam maus profissionais também na área de educação, ela não é imune, como qualquer outra, mas também toda generalização é estúpida e só escancara a ignorância de quem a pronuncia.

Já fomos massacrados e menosprezados por governadores, ministros de Estado, instituições e pela própria sociedade, mas resistimos e sabe por quê? Porque, assim como já ironizaram um governador e um ministro da educação, que o professor tem que trabalhar por amor, porque se quiser ganhar dinheiro, tem que ir para outra área, realmente fazemos nosso trabalho por amor!

É claro que a justa remuneração dignifica o trabalho, mas não é só isso. O que nos move e nos motiva é o sentimento de transformação, o sentimento de querer deixar um mundo melhor para os que depois vierem.

Recentemente, uma peça publicitária, de uma instituição de ensino gigantesca, gerou revolta e, posteriormente, um pedido de desculpas, ao insinuar que as pessoas poderiam ter uma formação docente para aumentar a renda, para fazer “um bico”.

Particularmente, não acredito muito nessa história de lecionar por dinheiro, pois se o objetivo maior fosse esse, era melhor se candidatar a um cargo de deputado ou senador, quiçá presidente, pois esses não precisam estudar, fazer especializações e muito menos enfrentar salas de aula com mais de cem alunos para ganhar mensalmente o que um político ganha só com o reembolso de cafezinho ou o auxílio paletó!

O que nos move vai muito além do dinheiro. O que nos deixa realizados pessoal e profissionalmente, não são malas recheadas de dólares, mas sim, quando um ex-aluno encontra com você, anos depois e te agradece, fala que você o inspirou e que suas aulas, além do conteúdo didático, o ajudaram em suas vidas. Quando a relação aluno-professor sai dos limites da sala de aula e se torna uma amizade e uma relação de confiança, quando um dia, do nada, você recebe uma mensagem de carinho e de gratidão. Sim, é isso que faz tudo valer à pena!

Mantenho a esperança de que um dia a valorização da Educação e do Professor extrapole os discursos vazios das campanhas eleitorais, mantenho a esperança de que a Educação é a única saída para o caos em que nos encontramos mergulhados e continuarei a fazer a minha parte, minúscula que seja, no esforço contínuo de transformar o mundo em que vivemos.

Podemos até carregar o rótulo de fracassados, por parte de alguns, mas ao deitar a cabeça no travesseiro, teremos a consciência de que o nosso trabalho é honesto e de que a grande contravenção que cometemos, é a de levantar a voz contra um sistema podre e falido e a de tentar construir um mundo mais digno.

Parabéns, professores! Minha eterna gratidão a todos os grandes mestres que tive e a todos os que ainda terei, vocês ajudaram a construir um pouco daquilo que sou e ainda serei.

 




Comemorar?

O que comemorar, quando as crianças já não podem mais brincar?

Crianças inocentes, num mundo incoerente, vítimas de um homem doente.

Vamos homenagear, quem também já não pode mais ensinar.

Na arte de amar, ela ensinou aos limites superar.

Não pensou em como iria acabar e se algo iria sobrar.

Somente amou e o fogo queimou, silenciou.

Queimou o corpo, queimou a alma, que nada mais acalma.

A pureza virou tristeza.

O amor virou dor.

O sorriso gostoso, saudoso, se tornou pesaroso.

Os lábios podem até voltar a sorrir.

Mas a dor jamais vai partir.

Acordar, orar, chorar.

É o que vai restar.

Torcer para acordar e o pesadelo acabar.

Vidas destruídas, estupidamente interrompidas.

Que nossa esperança possa se manter.

Até a próxima desgraça acontecer.

E, novamente vai doer!

 




Dia dos Professores – O que comemorar?

O Dia dos Professores é mais ou menos como o Natal, onde todos ficam mais emotivos, sabem que precisam promover mais o amor, a paz, a fraternidade etc e tal. No dia dos professores não é muito diferente, é aquele dia ou semana onde todos os canais de comunicação fazem homenagens, os professores recebem malas diretas das editoras, alguns políticos fazem discursos ressaltando o papel e a importância do professor para o país, mas é isso, é só isso, pois no dia 16 de outubro, ninguém mais lembra.

Vou ressaltar aqui a Educação como um todo, pois o professor é um dos agentes desse processo tão sofrido e relegado. Recentemente, para comemorarmos o dia dos professores, o Estado de São Paulo anunciou o fechamento de inúmeras escolas e, num relatório ainda deste ano, divulgado pela  Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupa a 60º posição entre os 76 países listados. Das seis metas mundiais para a Educação, definidas pela UNESCO, há quinze anos, cumprimos duas e assim caminhamos.

Existe outra situação que faz com que os professores sejam lembrados fora do dia 15 de outubro, que é quando eles resolvem fazer greve. Pronto, todo mundo volta a lembrar desse personagem, principalmente os alunos prejudicados pela ausência de aulas, os pais revoltados porque os filhos não podem estudar, a mídia fazendo o jogo do equilíbrio, alegando que os professores são desvalorizados, mas que os alunos não podem ser prejudicados e aquele velho discurso de sempre. O que acho extremamente curioso é que todos os revoltados pela falta de aula, via de regra, só ficam revoltados quando os professores estão em greve, pois quando estão em sala de aula, os professores tornam-se invisíveis, imperceptíveis aos olhos da grande maioria, que acham que todas as aulas são chatas, que o professor não tem didática e mais blá, blá, blá. Acabou a greve? Nossa, não é que aquela vontade absurda de estudar também passou! Acho que vou faltar hoje!

Quero chamar a atenção para uma questão muito mais profunda, não vou entrar nos detalhes didáticos e metodológicos, mas é um fato que se existe uma profissão desvalorizada e estigmatizada é a do professor. Quer um exemplo? O velho ditado de que “quem sabe, faz e quem não sabe, vai dar aula”. Partimos do pressuposto de que a pessoa que escolheu ser professor, só o é porque não teve competência para outra coisa e nem venha dizer que não é assim porque é, ouvimos isso a vida toda. Mais um exemplo para reforçar? Eu tenho. Em sala de aula, que atire o primeiro giz o professor que nunca ouviu a pergunta: “professor, o senhor também trabalha ou só da aula?”. Quer dizer, dar aula não é trabalho? Ser professor não é profissão?

Um fato que também me deixa curioso são os técnicos de futebol que são chamados de professores, mas os professores são chamados de tios e tias e alguns outros adjetivos menos dignos. Quer mesmo ser chamado de professor? Comece tentando viver com o salário de um! Não estou dizendo que o salário de um técnico não seja justo, não me compete julgar isso, mas para fazer valer sua vontade de ser professor, viva como um exemplar da espécie. Não vale citar os super salários de uma meia dúzia de professores de Federais e Estaduais, pois eles não representam nem 0,000001% da categoria.

Existem professores despreparados? Claro que sim, como em qualquer profissão. Nesse ponto também chamo a atenção para o que a indústria da educação faz. Não escrevi errado, é indústria mesmo, pois a produção de diplomas em massa nunca foi tão grande, assemelhando-se a uma linha de produção que daria inveja a qualquer Fordista ou Taylorista. Como esperar grandes qualificações com o salário ofertado aos professores? Como esperar qualidade numa sala com 150 alunos? Segundo as máquinas de fazer diploma isso é culpa do professor, que não se adequou ou desenvolveu um meio de lidar com sua turma, que não tem uma didática interessante para prender a atenção dos 150 queridos alunos que estão sufocados dentro de uma sala de aula mal ventilada. Esses professores, com frequência, são chamados de preguiçosos, de não vestirem a camisa da empresa e o são, assim chamados, pela alta gestão desses antros “educacionais”.

E antes que já comece a conversa de que a culpa também é só da política, pode parar. Comece fazendo sua parte, vá para a escola ou faculdade para realmente aprender, deixe as brincadeiras tolas para outro momento, assuma seu papel no processo de educação, pois não sei se já te falaram, mas você também é responsável pelo seu aprendizado.

As homenagens podem até ser bonitinhas, mas você já ouviu a famosa frase “bonitinha, mas ordinária”? É a própria situação, pode ser bonitinho, simpático, mas não servem para absolutamente nada, portanto, chega de discurso e frases sem sentido ou, que sejam, frases de efeito, precisamos é do real efeito da Educação, pois é ela e tão somente ela, que realmente vai transformar e mudar esse país.

Aos colegas de profissão, coragem e determinação, pois é isso que nos move, a esperança de um futuro melhor, ainda que pareça tão distante da realidade, mas é o que nos impulsiona a superar todas as dificuldades e ir para a sala de aula com a vontade de fazer a diferença, de promover a transformação, que seja de um único aluno, mas já terá valido à pena.




Peço desculpas em nome de todos os professores

Resolvi começar a semana pedindo desculpas, em meu nome e em nome de todos os colegas de profissão e explico os motivos.

Nos últimos dias, com bastante frequência, tenho lido comentários acalorados pelas redes sociais, em relação às constantes greves dos professores, em diversos Estados do País, Estados esses que fingem que essa greve não existe. Alguns “Governantes” já fizeram disso um mantra, “não existe greve, não existe greve” e pronto, problema resolvido.  Peço desculpas aos ferrenhos defensores, mas seria obrigado a incluir o Governo de São Paulo nesse meu texto, sei que ele é praticamente intocável, mas como bom baderneiro que sou, vou falar mesmo assim.

Os comentários  normalmente nos acusam de baderneiros, agitadores, destruidores da ordem pública, da ocupação indevida de espaços públicos, prejudicando com isso aos nobres cidadãos que pagam seus impostos e têm seus direitos de ir e vir tolhidos, além de tantos outros argumentos. Confesso que faz tempo que venho lendo e tenho procurado me abster de comentários, mas meu sangue baderneiro ferve e, por mais que eu tente, não consigo me calar por muito tempo.

Como professor adora questionar, vou fazer algumas perguntas e, humildemente, peço para que responda com muita sinceridade para si mesmo: você se lembra do nome do seu professor ou professora na época da sua alfabetização? Depois de formado, qual foi a última vez que você teve contato com algum professor? Quantas vezes, além da festa de formatura, você se lembrou de agradecer a um deles por ter feito da sua vida algo melhor?

Eu sei, é difícil, a vida é corrida, você rala muito e quase nem tem tempo para sua família e amigos, quanto menos para se lembrar de alguém com quem você conviveu há tantos anos e que pouca importância teve em sua vida, é assim mesmo. Sabe o que mais me deixa indignado? Eu sei que isso também não te interessa, mas vou responder mesmo assim, pois professor também tem essa característica, gosta de dar palpite e falar sempre, mesmo que ninguém esteja ouvindo. O que mais me deixa perplexo é o descaso com que tratamos os profissionais que deveriam ser os mais respeitados e sim, falo nós não somente por uma convenção de escrever em terceira pessoa, mas porque realmente poucos dão essa importância e não me venha com o discurso de que é o Estado e blá, blá, blá. Sim, o Estado é omisso, não valoriza, mas a grande maioria das pessoas também não, então, diante disso, porque somente dizer que é o Estado o grande culpado? Talvez o Estado somente seja o reflexo daquilo que a sociedade expressa todos os dias!

Você médico, você advogado, você engenheiro ou qualquer outro profissional bem sucedido, que tem seu direito de ir e vir tolhido numa sexta-feira, dia em que você chegaria mais cedo em casa ou num barzinho, para junto dos seus amigos e entes queridos, desfrutar de bons momentos e que teve seus planos atrapalhados por esse bando de baderneiros, em nome deles, peço desculpas, pois eles me representam. São brigas políticas? É mero jogo de poder? É sério, esses são seus argumentos? Que bom que hoje você tem certa estabilidade e goza dos frutos da sua profissão, não tenho nada contra isso, muito pelo contrário, fico muito feliz ao ver que alunos que passaram pela minha sala de aula hoje são bem sucedidos, me emociono com isso e não estou sendo hipócrita, é uma grande satisfação perceber que meu esforço valeu à pena, que as horas e horas que passei preparando aulas, que os finais de semana que deixei de me divertir com meus amigos e família para corrigir aquele monte de trabalhos chatos não foram em vão, que as dores que muitas vezes superei para estar à frente de uma sala de aula não foram por nada. Peço desculpas pelos transtornos que causamos à sociedade com nossas reivindicações mesquinhas e descabidas, peço desculpas por não aguentar mais um sistema que empurra 150 alunos numa sala de aula e fala que tenho que dar um show para não perder nenhum, peço desculpas por ter sido agredido em sala de aula, agressões físicas e morais, que caem de todos os lados, alunos, pais de alunos, direção da escola, pois mais de uma vez já ouvi que todo professor é desonesto, não quer trabalhar, é “bracinho curto”, mesmo esse bracinho curto tendo que trabalhar em condições quase desumanas, em salas com 150 alunos, num calor perto dos 40° graus, isso à noite. Eu sei que chegar cedo na sua casa e ir para o conforto do seu ar condicionado é importante e você merece isso, por isso, mais uma vez, minhas sinceras desculpas, aliás, me desculpo por estar te incomodando com esse meu texto chato.

Para finalizar, só mais uma coisa, talvez se você e tantos outros tivessem um pouquinho mais de consideração pelos professores que tiveram e que talvez ainda hoje, anos depois, ainda estejam trabalhando duro, pois o salário do professor realmente é uma piada, mas eu sei, nós trabalhamos pelo amor e não pelo dinheiro, educador não pode ser apegado aos bens materiais, mas nós comemos, temos contas para pagar e posso te contar mais uma coisa, que talvez nunca ninguém tenha falado para você, nós também pagamos impostos. É verdade sim, também descontam do nosso salário as mesmas coisas que descontam do seu, portanto, o espaço público também é nosso por direito, do mesmo jeito que também é seu! Se não fossemos tão esquecidos e relegados pela sociedade, talvez não tivéssemos que atrapalhar o seu santo sossego e descanso, mas infelizmente nós somente somos lembrados assim, quando atrapalhamos, quando incomodamos, do contrário, parece até que somos invisíveis.

Vou continuar abraçando e amando minha profissão, aquela que escolhi porque gosto e não porque sou um fracassado e não me dei bem em nenhuma outra coisa na vida, é verdade, eu gosto do que faço, sempre foi minha opção, antes de entrar para a faculdade eu já tinha isso como objetivo, portanto, não julgue a mim ou a tantos outros colegas que escolheram, por amor, essa profissão e acredite, nem todo professor é um fracassado, assim como nem todo advogado é desonesto e nem todo médico é mercenário.  Continuarei na profissão porque não preciso dos aplausos da sociedade, preciso ter a consciência de que fiz meu trabalho bem feito, mas tenho que confessar também que um pouco de respeito faz bem a qualquer pessoa e, por mais inacreditável que possa parecer, professor também tem sentimentos e também gosta de respeito.

Se você entendeu as ironias do meu texto, agradeça a seus professores, eles fizeram o trabalho deles bem feito. Que ironia? Que é isso? Talvez bons professores tenham faltado em sua formação. Se você leu esse texto até aqui, que bom, pelo menos um dos seus professores, que foram muitos, fez o trabalho dele bem feito, mas que importância tem isso, não é mesmo? Finalizando, peço desculpas por ter tomado seu tempo com coisas tão fúteis e triviais, pode voltar para suas ocupações e tenha um ótimo dia.

 




Ser professor

Ser professor…

 Faz alguns minutos que estou aqui tentando achar uma forma de me expressar sobre o que é ser professor.

Ser professor é muito mais do que saber ensinar, ser professor é muito mais do que partilhar conhecimento, ter didática, etc e tal.

Ser professor não é limitar o conhecimento do aluno e nem prendê-lo sempre ao seu lado, pelo contrário, é um ato de libertação e de preparo do aluno para a vida, fazendo-o com que aprenda a pensar, pois o verdadeiro professor sabe que quando um aluno pensa nada mais o limita.

Atualmente o papel de professor é frequentemente confundido com o papel de pai, de mãe, pois cobra-se do professor aquilo que muitas vezes os alunos não tiveram em casa e é isso que torna o papel do docente, em alguns momentos, pesado. Mas o professor verdadeiro acaba realmente assumindo esse papel de ser um pouco pai, de ser um pouco mãe, naturalmente, não isentando e nem retirando a responsabilidade dos pais biológicos.

Ser professor é um exercício constante de amor e abnegação, pois abrimos mão, em muitas vezes, de coisas pessoais para nos dedicarmos ao ato de ser professor.

Ser professor é também corrigir, às vezes dar broncas, chamar os alunos a realidade, mas isso não tem nada de punitivo, pois o verdadeiro sentido é o de preparar o aluno para a vida, ajudando-os a se tornarem profissionais.

Fico triste ao perceber que alguns dos que hoje ocupam esse papel de professor não partilham mais desse pensamento, fazendo da atividade somente mais uma forma de renda, porém, sem nenhuma afinidade com a essência da profissão.  Cada um sabe das suas necessidades, mas se o objetivo é somente ter um extra, existem tantas outras formas de se obtê-lo e que causariam um impacto negativo muito menor..

Tenho muito orgulho de ser professor e ainda sou daqueles que chega a se emocionar ao ver que um dos meus alunos ou ex-alunos está progredindo, está conquistando seu espaço e que o ajudei, ainda que de forma muito pequena, a conquistar seus objetivos. Penso que não existe melhor recompensa do que ver uma pessoa que passou pelas suas mãos, progredir como pessoa, como profissional e que está levando consigo um pouco daquilo que somos.

Tive a honra de ter excelentes professores ao longo da minha formação e a eles devo minha eterna gratidão, pois hoje, sou um pouco do reflexo de cada um deles,  da forma como me ensinaram a pensar e da forma como me incentivaram, cada um da sua forma. Não tenho como falar com todos, mas meus pensamentos e sentimentos estão com cada um deles.

Professor, sinta  orgulho da sua posição e dedique-se a sua tarefa com muito amor, tenha consciência de que o poder de mudança que você tem nas mãos é enorme e talvez, nem mesmo você, tenha essa percepção ainda.

Parabéns pelo seu dia, pelo nosso dia e que você encontre a cada dia a força que necessita para continuar sua jornada. Essa força não vem de grandes eventos ou acontecimentos, mas de atitudes simples e espontâneas, que vemos todos os dias no local onde mais gostamos de estar, que é a sala de aula!