Archives for Educação

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Dia dos Professores

Nesse dia dos professores, relutei um pouco entre escrever ou não, mas já perceberam o resultado, certo?

Essa data, via de regra, serve para alguns programas televisivos fazerem homenagens, promoverem algumas lágrimas de emoção, mas e depois? Amanhã, dia 16 de outubro, como estarão os professores ao retomarem suas rotinas?

As homenagens são válidas, são bonitas, mas na prática, não servem para muita coisa. Em pouco mais de uma década lecionando, já vi e ouvi muitas coisas que me marcaram, tanto positiva, quanto negativamente.

É muito triste ver como os governos e a própria sociedade tratam os professores. Uma das coisas que me marcaram negativamente, foi ouvir de um diretor de faculdade, que via de regra, professores são os que não deram certo em nada e aí resolveram virar professor. Já ouvi isso de outras pessoas também.

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Educação como única solução possível

Que a situação atual está longe de ser boa, creio que não seja dúvida para ninguém, mas como mudar esse cenário nefasto? Como pensar num futuro menos sombrio? Será que tem jeito?

Tem sim, mas não é uma solução fácil, essa mudança não se dará por um decreto ou por uma medida provisória. A solução para esse caos é única e, embora seja uma medida a médio e longo prazo, é a única possível. Estou falando da Educação.

O que vou expor a seguir é tão somente o meu ponto de vista, que não é somente meu, é claro, mas é aquilo que acredito, é minha convicção.

Nossa Constituição, que em teoria é perfeita, diz no Artigo 205, que “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. ”

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Educar

Educar é amar
Educar é sentir
Educar é deixar partir
Partir não por não se importar
Partir por libertar das velhas crenças rumo ao novo
Educar é buscar o inusitado, sem ser insultado por teorias questionar
Sem medo de errar, sem medo de estagnar, apenas questionar
Questionar a vida, questionar o próprio saber
Questionar é viver
Porque questionar não é se rebelar, é se libertar, é desabrochar
Professor, educador, tutor, mestre ou doutor, seja lá o que for
Mas por onde for, semeie o ardor inquietador do pensador
A inquietação que leva a reflexão, a paixão de saber cada vez mais
Saber é crer
Crer que sempre há mais o que aprender, viver, espairecer
Quem somente aprende a se conter, bom aprendiz não pode ser
Rebele-se, revele-se, jamais baixe o nariz
Não por petulância, mas por refutar a ignorância
Por isso deixe de implicância e veja a importância
Não deixe a desejar, aprenda educar
Não tem como errar
Basta se emocionar
Se importar
Amar

Desafios da Educação no Brasil

Agora ela volta para a modinha, todo candidato que se preza adora falar em Educação e ela é sempre uma das principais bandeiras defendidas, apontada como salvação, eleita como prioridade absoluta, pena que tudo isso só dure até o resultado das urnas.

Quais são os principais desafios da Educação no Brasil? São muitos, em vários aspectos, mas acredito que o principal deles é acabar com esse “pacto da mediocridade”. Sim, ele existe, de forma velada, praticamente um tabu, mas ele é uma realidade e qualquer professor sabe disso, basta ter atuado em qualquer segmento de ensino, principalmente no privado, para ver que isso não é uma lenda, mas sim a dura e intragável “política” que rege a grande maioria das Instituições.

Mas o que é, afinal, esse pacto? É muito simples, basta olhar para todo nosso sistema de ensino para compreendê-lo. Nossos jovens saem das salas de aula com um despreparo gigantesco, novamente, salvo raríssimas exceções, mas a grande maioria é exatamente isso. Formamos, todos os anos, incontáveis analfabetos funcionais e falamos que isso é Educação. Perante aos órgãos de controle, melhoramos, pois demos oportunidades a todos, o acesso à Educação está mais democrático, o que é fato, mas a qual preço?

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Vamos falar sobre golpe?

A mais nova modinha ou como preferem alguns, a palavra de ordem da moda é “Não vai ter golpe!”. Aproveitando a modinha, vamos falar sobre golpe?

Também não sou a favor a nenhum golpe, mas a nenhum e não somente ao que me convém. Ontem, felizmente, não ouvi a defesa da presidente Dilma (um pequeno parêntes, jamais escreverei “presidenta”, pois sou alfabetizado o suficiente para saber que essa palavra não existe), pois se tivesse ouvido, certamente minha úlcera já teria corroído o estômago todo, mas li, afinal, querendo ou não, preciso me informar sobre o que acontece. A fala do Ministro José Eduardo Cardoso, embora forte e efusiva, é um tanto quanto vazia, mais sustentada pelo grito do palanque eleitoral do que fundamentada em argumentos legais, que a propósito, era o que ele deveria fazer, afinal, não estamos em campanha, pelo menos não ainda.

Mas vamos voltar ao golpe, pois esse é o objetivo desse texto, ou textão, como alguns também gostam de chamar qualquer texto que contenha mais de duas linhas, enfim, prefiro escrever para quem sabe ler. O nobre ministro fala que um processo de Impeachment seria o equivalente a rasgar a Constituição. Forte, contundente fala e me fez pensar em quantas vezes nossa constituição já foi rasgada e, no entanto, nunca mereceu um discurso inflamado dele. Alguns fatos meramente ilustrativos:

Toda vez que vejo pessoas morrendo em filas ou corredores de hospitais, por falta de atendimento ou medicações básicas, falta de luvas e máscaras para médicos e enfermeiros, falta de antibióticos que custariam centavos, mas que não estão disponíveis, também nesses casos tenho certeza de que a Constituição foi rasgada, afinal, o Artigo 196 da nossa Constituição, diz claramente que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Nesse caso, nobre Ministro, cada vez que um brasileiro morre por omissão do Estado, nossa Constituição é rasgada!

Vamos para a Educação. Todos os dias vemos cenas lamentáveis sobre o descaso com a Educação e não falo dos Estados mais ricos da Federação, não, afinal, por aqui, por pior que seja, estamos no paraíso, falo dos Estados esquecidos e relegados a própria sorte, onde os que querem estudar tem que fazer longas caminhadas para chegar até a sala de aula, onde encontram carteiras aos pedaços, lousas improvisadas em pedaços de madeiras e professores sem a mínima formação necessária para exercer o papel de educador. O Artigo 205 da nossa Constituição também deixa claro que “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Nesse caso, excelentíssimo senhor Ministro, nossa Constituição também foi rasgada!

Agora vamos para a Segurança, fechando assim, as três grandes áreas que são de responsabilidade do Estado. Todos os dias, sem exceção, vemos pessoas sendo assaltadas, mortas covardemente por bandidos, pais de família que deixam os seus sem qualquer tipo de sustento, crianças que são mortas por balas perdidas, entre tantas outras atrocidades que, infelizmente, já passaram a fazer parte do nosso cotidiano e, pior ainda, praticamente aceitas como naturais, pois de tanto que acontecem, já nem causam mais tanto espanto. Voltando a nossa Constituição, o Artigo 144, diz: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Policiais Civis,  Policiais Militares e Corpo de Bombeiros Militares”. Diante disso, Vossa Excelência pode claramente notar que, cotidianamente, nossa Constituição também é rasgada!

Em outros pequenos exemplos, também vejo que a Constituição é rasgada quando sou obrigado a trafegar por estradas intransitáveis, quando sou obrigado a recolher impostos para manter a conservação delas, mas que esse dinheiro vai para outras finalidades e não para as quais eu paguei. Acredito que essa Constituição é rasgada mais ainda quando preciso de um atendimento médico, não o encontro pelo SUS, pago por um convênio e, mesmo assim, pagando duas vezes pelo mesmo serviço, não tenho o atendimento adequado. Só para constar, pagar duas vezes pelo mesmo serviço também é inconstitucional.

Eu poderia passar dias escrevendo exemplos de desrespeito, exemplos que não deixam dúvidas de que a nossa Constituição já foi rasgada e incinerada há muito tempo, mas é desnecessário, seria massante demais e nada resolveria. A minha indignação, Vossa Excelência, é que em nenhuma dessas vezes eu ouvi um discurso da Advocacia Geral da União em defesa do povo, aliás, sequer uma breve nota, quanto menos um discurso inflamado!

Diante disso, chego a conclusão óbvia de que a AGU só serve para defender, ferrenhamente, aos interesses de quem lhes convém, que certamente não é o caso do povo!

Você que fica com esse discurso de “Não vai ter golpe”, pare e pense um pouco, deixe de ser papagaio de gaiola! Que golpe? Eu sei que isso não existe somente agora, sempre existiu (e temo, sempre existirá), mas se queremos realmente que uma mudança profunda aconteça, uma hora ela tem que começar e que seja agora. Se diante de tudo isso você continua defendendo esse partido e/ou político, ou qualquer outro que seja e que não faça cumprir os preceitos acima descritos, dentre todos os outros que são garantias Constitucionais, na minha opinião você não defende a democracia coisa nenhuma, você defende qualquer outra coisa, menos a democracia! Não acho que a “culpa” seja somente da Dilma, isso é ridículo, mas também não acho que ela seja o ser mais puro do Planeta. Se nossos políticos tivessem um mínimo de decência, todos deveriam entregar seus cargos e convocar novas eleições, pois isso seria um gesto nobre, de  representantes que ainda pensam nos seus representados e não somente nos seus interesses próprios. Não é o povo quem se dobra ao seu Governo, é o Governo que se dobra para seu povo, isso é princípio básico da Democracia, que tanto gostam de espalhar. Nosso regime é Democrático e não Monárquico, portanto, não temos que venerar um Rei ou Rainha de forma incondicional, suas ações podem e devem ser contestadas sim, afinal, o poder está nas mãos do povo e na hora em que o povo julgar que estes representantes não mais servem os objetivos pelos quais foram eleitos, podem sim ser colocados para fora e isso não é golpe, isso é garantia da Constituição e do Regime Democrático! Democracia é o regime do povo e para o povo e não sou eu que defini ou inventei isso. Se você é contra isso, então não fale que defende a Democracia, fale que você não concorda com a Democracia e que defende a Monarquia, por exemplo.

Quer defender a Democracia e a Constituição, pois que seja para todos, independente de partido, em todas as situações e não somente quando lhe convém, pois a isso também costumo chamar de hipocrisia. Acho risível a situação de que quase todos cobram atitudes, cobram punições, mas não para aqueles que eu defendo, quero que sejam punidos, mas só os outros, os do meu partido não! Acordem, afinal, quando um partido, seja qual for, se tornar maior que o interesse comum do cidadão e da nação que ele representa é sinal de que essa nação está profundamente doente. É o que penso sobre o atual momento.