Archives for Filosofia

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Tristezas da Alma

Existem momentos e situações em nossas vidas que mexem com nossos sentimentos mais íntimos, provocando dores e tristezas que vão além da nossa capacidade de expressão. Entramos num estado melancólico, sofrido, doido mesmo, que muitas pessoas alheias simplesmente não entendem, julgam como sendo fraqueza, falta de amor próprio, falta de religião e uma série de outras coisas, mas afirmo, tudo isso não passa de discurso pronto e chavões que são repetidos, sem qualquer tipo de entendimento do outro.

Penso que existem muitos fatores que podem despertar esse tipo de tristeza e de dor, como por exemplo, o sentimento da perda. Todos os dias perdemos coisas, sejam amores, pais, filhos, amigos, empregos e tantas outras perdas que nos são impostas, mas dentro de todas essas, talvez uma das que mais cause dor é a perda da fé no ser humano, perceber que vivemos num mundo de aparências, superficial e perceber que as pessoas não se importam, perceber que vivemos por viver, sempre buscando algo que nunca atingiremos, percebendo que por maior que seja sua dor o outro simplesmente não se importa, não te escuta.

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A loucura e a lucidez

Você se considera uma pessoa normal? Qual o limite entre a loucura e a lucidez?

Particularmente, penso que a linha que separa a loucura da lucidez é muito tênue e, em dados momentos, me questiono se vale a pena ser muito lúcido. Tem horas que acho que precisaríamos ser um pouco mais loucos, ou pelo menos, ter a coragem de falar mais, de reagir mais, de não permitir certas atitudes que somente fazem mal.

Vale a pena ser polido e sensato num mundo onde impera a hipocrisia, a falsidade e a animosidade? Cada um que responda por si, mas, mais uma vez, vejo que perdemos o ponto de equilíbrio dessa relação.

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Tenho saudades..

Tenho saudades de muitas coisas, às vezes acho que tenho saudades de coisas que nem conheci e algumas delas, compartilharei a seguir.

Tenho saudades da boa educação, do tempo em que o respeito existia, do tempo em que se falava um “bom dia” e a outra pessoa respondia. Moro ao lado de um supermercado de rede e todo dia de manhã vou comprar os pães para o café da manhã e, como rotina, sempre que chego ao caixa digo o “bom dia” e, normalmente,  ouço como resposta:  “CPF na nota?”.  Não fosse pelo “CPF na nota?”, começaria a me preocupar, achando que tinha morrido e não sabia, pois parece que nem estou à frente da pessoa.

Tenho saudades do tempo em que se atendia um telefone e se podia falar com um ser humano do outro lado. Hoje liguei para pedir um botijão de gás de cozinha e a atendente me perguntou tanta coisa que comecei a questionar se eu queria mesmo o gás: Nome completo, endereço, dois telefones para contato, dois pontos de referência, e-mail. Eu só queria um gás…

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Vamos praticar o desapego?

Essa frase acabou se tornando motivo de brincadeira em minha casa, nos últimos dias. Recentemente, tivemos que nos mudar de casa, de cidade e aproveitamos para mudar algumas coisas, praticando o desapego.

Como a nova casa não tem o famoso “quartinho da tranqueira”, tivemos que rever algumas coisas, ou melhor, jogar algumas coisas. Coisas as quais estávamos apegados há anos, que eram “importantes”, mas que percebemos em pouco tempo que não serviam para nada. Começamos a encaixotar os pertences e em muitos momentos, ao olhar para algum objeto, falávamos a frase “vamos praticar o desapego”, e pronto, jogávamos o que já não nos servia para nada.

Para se ter uma ideia, alugamos uma caçamba de entulhos e para lá mandamos roupas, móveis, objetos dos mais variados, enfim, coisas que só serviam para preencher espaço e trazer uma sensação de que precisávamos daquilo, mas na prática, não tinham importância alguma.

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