Archives for Humor

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Minha Experiência com Artesanatos

Que eu sou uma pessoa estressada, acho que não é novidade para ninguém. Venho lutando, há anos, para tentar manter o equilíbrio, afinal, eu sei os estragos que o abalo emocional causa.

Minha esposa, vários amigos, colegas de trabalho, vivem me falando que preciso de algum hobby, de preferência coisas manuais, que ajudam a minimizar o stress. Pois bem, na maior da boa vontade, fiz a estupidez de buscar no Google algumas sugestões.

Umas já descartei de cara, por razões que não citarei aqui, para não declarar guerra, mas já foram eliminadas no primeiro critério de seleção. Olha daqui, olha dali e eis que surgiu algo que me chamou a atenção. Sempre gostei muito de iluminação, acho fascinante o efeito que uma simples luz pode trazer num ambiente e tal.

Por fim achei um site que ensinava a fazer abajures personalizado, com garrafas e vi um que se destacou, pois era feito com uma garrafa de Whisky, outra grande paixão minha. Não possuía instruções, mas também nada muito sofisticado e me empolguei com a ideia, afinal, tinha uma garrafa de Double Black que estava terminando (diga-se de passagem, uma terrível fonte de stress) e achei válido fazer uma homenagem a essa garrafa que tantas alegrias me trouxe.

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A saga de uma cólica renal – Eu sei o que vocês fizeram na cirurgia passada! – Nova Temporada

Caros leitores, creio que essa minha saga já virou uma franquia e ao melhor estilo de uma franquia de terror, resolvi parodiar a saga Eu sei o que vocês fizeram no verão passado.

Mas e a vida? A vida é uma caixinha de surpresas e eis que numa bela madrugada de sono você acorda com a sensação de que um trator acabou de passar por cima das suas partes e se levanta da cama com medo de que, da cintura para baixo, seu corpo tenha sido desmembrado. E assim começou mais um episódio da nova temporada.

Foram mais ou menos umas quatro cólicas mais fortes, daquelas que te obrigam a ir para o hospital. Perguntas de rotina:

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Deus é brasileiro (coisa nenhuma!)

Essa é uma fala comum por aqui e normalmente é dita com orgulho. Chato que sou, desmistificarei esse mito e darei argumentos para mostrar que Deus nunca foi brasileiro.

Se Deus fosse brasileiro o mundo não teria sido criado até hoje. Isso mesmo, ainda estaríamos fazendo a licitação dos materiais, que custariam 200 vezes mais caro que o normal, não seriam entregues no prazo e, quando entregues, teriam uma qualidade muito inferior ao contratado, ou seja, quando Deus estivesse lá pela quinta-feira, tudo o que foi construído entre a segunda e  a quarta-feira já teria desmoronado. Diante disso, seria aberto um procedimento administrativo para verificar o processo de compra, que ficaria alguns séculos analisando documentos e pedindo laudos para chegar a conclusão que a culpa não era de ninguém.

As empreiteiras contratadas para o processo de construção do mundo iriam abandonar a criação pelo meio do caminho, alegando que precisavam de mais uns dez mil aditivos de contrato. O dinheiro seria liberado, mas nunca chegaria ao seu destino final, ao contrário, seria desviado para paraísos inter espaciais. O Ministério Público Celestial abriria um processo para averiguar se houve má utilização e gestão das verbas celestiais, mas nunca chegaria a um acordo, pois Deus iria afirmar que tudo foi feito dentro do estipulado, mas que alguns imprevistos aconteceram e a criação poderia sofrer alguns milênios de atraso, entretanto a culpa era do Diabo, que por sua vez iria negar tudo, afinal essa herança maldita não tinha nada a ver com ele. O Instituto Infernal soltaria uma nota dizendo que não sabia de nada sobre esse assunto e que tudo isso era intriga da oposição! Mas espera ai, a oposição não seria o próprio Diabo?! Enfim, deixa para lá.

Seria marcado um evento para a inauguração do Mundo, mas no dia estipulado haveria apenas cerca de 5% das obras concluídas e Deus falaria do legado da construção do Mundo, que alguns esforços teriam que ser feitos, mas que isso traria muitos benefícios para todos, mas que isso demandaria  mais alguns trilhões para que as obras pudessem ser concluídas. Os ingressos para a inauguração do mundo seriam superfaturados e só a elite iria participar, mas fariam protestos contra a burguesia para aparecer no Bom dia Céu e no Jornal do Paraíso.

Mas fica uma dúvida, todos esses ditos “adicionais de contrato” não são obrigatórios e, portanto, já não deveriam estar incluídos no projeto original? Claro que não! O projeto inicial não contemplava  que seria necessário água para o mundo e, para isso, teria que ser feita uma transposição de algum outro lugar que também ainda não existia, mas essa obra seria indispensável para que a água chegasse até aqui. Obras e mais obras ligando nada a lugar nenhum teriam que ser feitas em caráter emergencial, sem licitação, desviando mais alguns bilhões e atrasando a entrega final em mais alguns séculos. Deus então faria disso sua promessa de campanha e ficaria mais alguns milênios investindo trilhões nessa obra que também nunca seria concluída, mas que todos acreditariam ser a única alternativa viável para resolver o problema.

Nesse jogo de empurra-empurra, o Diabo acusaria Deus de não ter cumprido a Lei de Responsabilidade Celestial e Deus, por sua vez, abriria um processo na Comissão de Ética contra o Diabo, por quebra de decoro celestial.  Os assessores do Diabo entrariam com “putilhões” de recursos na Comissão, adiando por mais alguns bilhões de anos o andamento do processo. Depois de tanto tempo, ninguém mais se lembraria qual por qual motivo o processo tinha sido aberto e ele seria arquivado por falta de provas. Mas e o mundo, quando terminaria de ser criado? Quem se importa com isso!?

Com todas as obras paralisadas, superfaturadas, verbas desviadas e nada concluído, Deus sairia de férias no final da quinta-feira, ao invés de somente sair no sábado, que seria o dia de descanso, mas aproveitaria para dar uma esticadinha e o mundo continuaria de pernas para o ar.

Depois do recesso, ele voltaria animado para terminar tudo e fazer as coisas funcionarem e então, daria uns tapas aqui e ali, jogaria umas sujeiras aqui e acolá e pronto, eis que o mundo se fez, bem verdade que nas coxas, mas estava feito.

Chegado o momento da criação do ser humano, ele iria começar a selecionar as características importantes para as pessoas, tais como: caráter, ética, amor, respeito, humildade, inteligência, mas como os recursos financeiros estavam escassos devido a todos os desvios, ele teria que fazer alguns cortes de orçamento no processo da criação humana também. Sem saber exatamente o que fazer, ele cortaria algumas coisas que aparentemente não trariam graves consequências como, por exemplo, o caráter, a ética, o respeito, a humildade e a inteligência.

– Mas isso não era tudo o que eles tinham?

– Hummm, verdade, mas enfim, é o que dá para fazer com os recursos disponíveis, então, é o que temos para hoje. Posteriormente, eles poderiam ingressar no Programa Bolsa Celestial e pedir essas características, que já seriam inerentes à condição humana e fundamentais para sua existência,  na forma de benefícios sociais que naturalmente, se transformariam numa nova fonte de desvio de verbas, mas seria a bandeira do programa de Deus, que se orgulharia de beneficiar seus filhos com esses benefícios, mas só para lembrar, esses benefícios eram características da própria constituição humana, só que agora custam mais um pouco…

Claro que não entendo Deus dessa forma e esse texto foi só uma forma de tentar abordar um assunto sério de forma descontraída. Não há motivo nenhum para esse orgulho tolo de achar que Deus é brasileiro, afinal, é exatamente esse jeitinho brasileiro  que acaba com o país. Se você já acha que está ruim, pense que se Deus fosse brasileiro, poderia estar bem pior! 

mimimi

Um critério de “chatificação”

Eu sou chato, você deve ser chato, pelo menos um pouquinho, toda pessoa normal é um pouco chata, tem lá suas manias e esquisitices, mas alguns, ahh, alguns estão de parabéns! Sim, de parabéns, porque não é qualquer pessoa que consegue atingir um nível tão refinado de chatice, para nossa sorte.
Todo mundo convive com algum chato e, caso você não conviva com nenhum, preocupe-se, pois o chato deve ser você. Tem o chato do colega de trabalho, o chato do vizinho, o chato que só conhecemos de vista, mas já achamos que ele é chato sem nem mesmo ter trocado uma palavra com ele, tem o chato da família e engana-se quem acha que vou falar da sogra, pois a sogra é “oconcur”. Para quem não sabe, oconcur é uma palavra derivada do francês hors-concours, que serve para designar uma pessoa ou trabalho que está fora de julgamento ou competição, dado seu grau de destaque e de superioridade, como a sogra, por exemplo, na categoria chatice, pois seria uma covardia em qualquer premiação alguém competir com ela.
Tem o chato do cunhado (a), o tio mala que sempre tem as mesmas piadas a duzentos e vinte e cinco anos, enfim, o chato é uma espécie que não corre risco algum de extinção, pois se prolifera com uma rapidez viral, uma epidemia, para a qual, aliás, não há tratamento ou vacina ainda.

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A saga de uma cólica renal – o grand finale

Como já devem ter percebido, eu sobrevivi a hecatombe da retirada do cateter, que é o grand finale, fechando com chave de ouro essa odisseia.

Meus sentimentos para esse final eram muito controversos, pois ao mesmo tempo em que não via o instante de me ver livre e poder fazer meu xixizinho em paz, já sofria com ideia do que vinha pela frente, pois é claro que tranquilo não seria. No dia agendado lá vou eu, sem pensar muito, mas já prevendo um pouco mais de dor.

Estava esperando por alguns atrasos no atendimento, mas para minha surpresa, antes da hora combinada a enfermeira já chamou, me deixando meio desestabilizado, pois mentalmente eu ainda não estava totalmente pronto, mas lá vamos. “Sala de Procedimentos 1”, era a inscrição na porta, mas eu lia “Sala de Tortura 1”. Entrando, já dou de cara com aquela maca monstruosa, objeto de tortura, com os apoios para a perna já a postos. Embora já soubesse que seria assim, constatar o fato não me agradou. A enfermeira já me entregou um lençol e disse que eu poderia usar o banheiro para tirar toda a parte de baixo, tudo, reforçou ela.

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