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A vida é muito curta

Se você soubesse quanto tempo ainda tem de vida, como aproveitaria cada minuto até o momento da sua partida?

Tenho certeza de que cada um tem respostas completamente diferentes para essa pergunta, pois ela vai variar de acordo com a personalidade de cada um, assim como, para com os valores e prioridades que cada um de nós temos.

Nesse momento, proponho outra pergunta: por que você precisaria saber quando vai morrer para fazer o que te deixa feliz? Não é um pouco contraditório que a morte possa despertar a vontade de viver?

Não saber quando vamos morrer tem seu lado bom e seu lado ruim. Não sofremos por antecedência, mas também podemos deixar de viver tudo o que poderíamos ter vivido. A vida e suas contradições e ironias.

Se você tem acompanhado os noticiários nos últimos dias, deve ter visto que a vida nunca foi tão frágil e, talvez, tão banalizada. Num minuto você está caminhando pela rua e, em segundos, seu maior bem, a sua vida, lhe é tirada sem a menor cerimônia. Impossível se manter indiferente frente a tudo isso.

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Continue em Frente

Faço parte daquela parcela da população que é movida à música. Tenho playlist para tudo, até para não fazer nada e hoje, ouvindo uma das músicas que mais gosto, Walk On, do U2, fiquei refletindo sobre tantas coisas, que os 4:56 minutos da música pareciam ter se transformado numa eternidade.

Diante de tudo o que vivemos, não só no Brasil, mas no mundo, continuar em frente é um desafio e tanto. Quem nunca se sentiu sem forças, esgotado, com a impressão de que o mundo lhe escapa aos dedos?

Somos atacados de tantas formas, seja pelo Governo ou pela própria sociedade, que chega uma hora que começamos a duvidar de tudo, até das próprias convicções. O que mais podem nos tirar?

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Crise Ética e Moral – Suas Consequências Futuras

Vivemos um período de crise ética e moral que, talvez, possa somente ser comparado a era da barbárie. Os desvios de conduta, os novos padrões comportamentais que estamos criando são extremamente perigosos e, ao que me parece, isso está sendo relegado ao completo descaso, não só pela população, mas pelos principais responsáveis, em tese, de manter a ordem pública.

Os fatos políticos que temos visto nesses últimos meses são extremamente preocupantes e nos remetem a uma reflexão muito mais profunda: o que estamos fazendo com o nosso futuro, com o futuro das próximas gerações e com o futuro de toda uma nação?

Confesso, tenho medo da resposta. Sou conhecido pelo meu pessimismo e ceticismo político, mas vislumbro um futuro muito pior ao momento trevoso que estamos vivendo. Os otimistas dizem que isso é o início de um processo de limpeza e, embora eu realmente torça para que os otimistas estejam certos, particularmente não acredito nisso, muito pelo contrário, vejo que estamos mergulhando numa das maiores crises éticas e morais da nossa história recente, crise essa que vai custar muito caro, vai custar muitas vidas, vidas essas que serão perdidas pela falta do básico necessário à sobrevivência, aliás, isso já pode ser observado, basta querer ver.

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Que tempos são esses?

Reconheço meu pessimismo, de fato, não sou daqueles que primeiramente vê o copo meio cheio, mas nos últimos tempos, talvez mais uma vez sendo pessimista, penso que quem consegue sempre ver o copo meio cheio, deve sofrer de alguma patologia, porque não é possível manter o alto astral e uma visão linda do mundo, diante aos absurdos que vivenciamos todos os dias.

Dessa vez resolvi mudar um pouco o foco do meu texto e, ao invés de ficar falando dos problemas que nos atingem, vou focar nas causas, aos menos teorizando sobre algumas, pois é claro, esse é um assunto amplo e, portanto, não seria possível de abordá-lo na sua plenitude.

Certa vez, Martin Luther King, disse uma frase que entraria para a história. Essa frase já foi dita em muitos contextos, mesmo antes dele, mas não é o caso discutir a autoria e sim, seu significado. Disse ele que “o que me preocupa não é o grito dos maus,  mas o silêncio dos bons”. Não sei quanto a vocês, mas a mim essa frase causa dores de estômago. É isso, o que nós, que nos consideramos pessoas de bem, estamos fazendo frente aos absurdos que presenciamos todos os dias?

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O que nos toca a alma?

Qual foi a pior dor que você já teve? Tenho certeza de que uma parcela significativa das pessoas responderá que a pior dor que já tiveram não é física, mas sim, alguma dor ligada a alma, seja a dor da perda de um ente querido, o sofrimento por um sentimento não correspondido e assim por diante.

Minhas piores dores também não são físicas, embora tenha muitas. Convivo com as dores há anos e, acreditem, não é uma convivência pacífica. Em algumas épocas até que entramos num acordo e habitamos bem o mesmo corpo, mas em outras parecemos vizinhos em guerra e fica um tentando expulsar o outro. Até o momento tenho ganhado, mas que saem umas brigas feias, saem.

Por outro lado, as dores são sinais, sinais de que há algo errado em nós, algo que precisamos compreender e mudar ou simplesmente aceitar, afinal, como em toda guerra, nunca vencemos todas as batalhas.  Existem sentimentos que trazemos em nossas almas e que são transgeracionais, muitas vezes sequer sabemos porque os temos, mas lá estão eles, nossos eternos companheiros de jornada.

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