Archives for Oportunismo

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Que tempos são esses?

Reconheço meu pessimismo, de fato, não sou daqueles que primeiramente vê o copo meio cheio, mas nos últimos tempos, talvez mais uma vez sendo pessimista, penso que quem consegue sempre ver o copo meio cheio, deve sofrer de alguma patologia, porque não é possível manter o alto astral e uma visão linda do mundo, diante aos absurdos que vivenciamos todos os dias.

Dessa vez resolvi mudar um pouco o foco do meu texto e, ao invés de ficar falando dos problemas que nos atingem, vou focar nas causas, aos menos teorizando sobre algumas, pois é claro, esse é um assunto amplo e, portanto, não seria possível de abordá-lo na sua plenitude.

Certa vez, Martin Luther King, disse uma frase que entraria para a história. Essa frase já foi dita em muitos contextos, mesmo antes dele, mas não é o caso discutir a autoria e sim, seu significado. Disse ele que “o que me preocupa não é o grito dos maus,  mas o silêncio dos bons”. Não sei quanto a vocês, mas a mim essa frase causa dores de estômago. É isso, o que nós, que nos consideramos pessoas de bem, estamos fazendo frente aos absurdos que presenciamos todos os dias?

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Deus é brasileiro (coisa nenhuma!)

Essa é uma fala comum por aqui e normalmente é dita com orgulho. Chato que sou, desmistificarei esse mito e darei argumentos para mostrar que Deus nunca foi brasileiro.

Se Deus fosse brasileiro o mundo não teria sido criado até hoje. Isso mesmo, ainda estaríamos fazendo a licitação dos materiais, que custariam 200 vezes mais caro que o normal, não seriam entregues no prazo e, quando entregues, teriam uma qualidade muito inferior ao contratado, ou seja, quando Deus estivesse lá pela quinta-feira, tudo o que foi construído entre a segunda e  a quarta-feira já teria desmoronado. Diante disso, seria aberto um procedimento administrativo para verificar o processo de compra, que ficaria alguns séculos analisando documentos e pedindo laudos para chegar a conclusão que a culpa não era de ninguém.

As empreiteiras contratadas para o processo de construção do mundo iriam abandonar a criação pelo meio do caminho, alegando que precisavam de mais uns dez mil aditivos de contrato. O dinheiro seria liberado, mas nunca chegaria ao seu destino final, ao contrário, seria desviado para paraísos inter espaciais. O Ministério Público Celestial abriria um processo para averiguar se houve má utilização e gestão das verbas celestiais, mas nunca chegaria a um acordo, pois Deus iria afirmar que tudo foi feito dentro do estipulado, mas que alguns imprevistos aconteceram e a criação poderia sofrer alguns milênios de atraso, entretanto a culpa era do Diabo, que por sua vez iria negar tudo, afinal essa herança maldita não tinha nada a ver com ele. O Instituto Infernal soltaria uma nota dizendo que não sabia de nada sobre esse assunto e que tudo isso era intriga da oposição! Mas espera ai, a oposição não seria o próprio Diabo?! Enfim, deixa para lá.

Seria marcado um evento para a inauguração do Mundo, mas no dia estipulado haveria apenas cerca de 5% das obras concluídas e Deus falaria do legado da construção do Mundo, que alguns esforços teriam que ser feitos, mas que isso traria muitos benefícios para todos, mas que isso demandaria  mais alguns trilhões para que as obras pudessem ser concluídas. Os ingressos para a inauguração do mundo seriam superfaturados e só a elite iria participar, mas fariam protestos contra a burguesia para aparecer no Bom dia Céu e no Jornal do Paraíso.

Mas fica uma dúvida, todos esses ditos “adicionais de contrato” não são obrigatórios e, portanto, já não deveriam estar incluídos no projeto original? Claro que não! O projeto inicial não contemplava  que seria necessário água para o mundo e, para isso, teria que ser feita uma transposição de algum outro lugar que também ainda não existia, mas essa obra seria indispensável para que a água chegasse até aqui. Obras e mais obras ligando nada a lugar nenhum teriam que ser feitas em caráter emergencial, sem licitação, desviando mais alguns bilhões e atrasando a entrega final em mais alguns séculos. Deus então faria disso sua promessa de campanha e ficaria mais alguns milênios investindo trilhões nessa obra que também nunca seria concluída, mas que todos acreditariam ser a única alternativa viável para resolver o problema.

Nesse jogo de empurra-empurra, o Diabo acusaria Deus de não ter cumprido a Lei de Responsabilidade Celestial e Deus, por sua vez, abriria um processo na Comissão de Ética contra o Diabo, por quebra de decoro celestial.  Os assessores do Diabo entrariam com “putilhões” de recursos na Comissão, adiando por mais alguns bilhões de anos o andamento do processo. Depois de tanto tempo, ninguém mais se lembraria qual por qual motivo o processo tinha sido aberto e ele seria arquivado por falta de provas. Mas e o mundo, quando terminaria de ser criado? Quem se importa com isso!?

Com todas as obras paralisadas, superfaturadas, verbas desviadas e nada concluído, Deus sairia de férias no final da quinta-feira, ao invés de somente sair no sábado, que seria o dia de descanso, mas aproveitaria para dar uma esticadinha e o mundo continuaria de pernas para o ar.

Depois do recesso, ele voltaria animado para terminar tudo e fazer as coisas funcionarem e então, daria uns tapas aqui e ali, jogaria umas sujeiras aqui e acolá e pronto, eis que o mundo se fez, bem verdade que nas coxas, mas estava feito.

Chegado o momento da criação do ser humano, ele iria começar a selecionar as características importantes para as pessoas, tais como: caráter, ética, amor, respeito, humildade, inteligência, mas como os recursos financeiros estavam escassos devido a todos os desvios, ele teria que fazer alguns cortes de orçamento no processo da criação humana também. Sem saber exatamente o que fazer, ele cortaria algumas coisas que aparentemente não trariam graves consequências como, por exemplo, o caráter, a ética, o respeito, a humildade e a inteligência.

– Mas isso não era tudo o que eles tinham?

– Hummm, verdade, mas enfim, é o que dá para fazer com os recursos disponíveis, então, é o que temos para hoje. Posteriormente, eles poderiam ingressar no Programa Bolsa Celestial e pedir essas características, que já seriam inerentes à condição humana e fundamentais para sua existência,  na forma de benefícios sociais que naturalmente, se transformariam numa nova fonte de desvio de verbas, mas seria a bandeira do programa de Deus, que se orgulharia de beneficiar seus filhos com esses benefícios, mas só para lembrar, esses benefícios eram características da própria constituição humana, só que agora custam mais um pouco…

Claro que não entendo Deus dessa forma e esse texto foi só uma forma de tentar abordar um assunto sério de forma descontraída. Não há motivo nenhum para esse orgulho tolo de achar que Deus é brasileiro, afinal, é exatamente esse jeitinho brasileiro  que acaba com o país. Se você já acha que está ruim, pense que se Deus fosse brasileiro, poderia estar bem pior! 

mimimi

Eleições – A grande transferência de responsabilidades

Para começo de conversa, embora o assunto seja política, não vou aqui discutir sobre um candidato ou outro, mas sim, sobre a transferência de responsabilidades que esse evento está proporcionando. Ainda nessa linha, também não vou falar das responsabilidades partidárias, mas sim, das suas, das minhas, das nossas responsabilidades, que estão cada vez mais relegadas a nada!

Não sou o único a dizer e também a observar, principalmente nas redes sociais, que as eleições se tornaram um grande confronto épico, com ataques brutais de todos os lados, mas algumas coisas chamam a atenção: bombardeio em fogo cruzado, pois o que vemos, como regra, é o PT atacando o PSDB e o PSDB atacando o PT, ambos recorrem ao passado, numa tentativa emotiva de conquistar ou se manter no poder, citam problemas históricos, promessas nunca cumpridas e, diante disso, ambos possuem um discurso vazio e sensacionalista.  Nesse ponto, tenho plena convicção de que comprei algumas inimizades e críticas, pois é claro, a turma do PT vai ter mil argumentos e a turma do PSDB, idem. O que observo é que ambos têm coisas boas e coisas muito ruins e ponto final.

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A culpa é sua!

Venho relutando há algum tempo ao expor alguns pontos de vista, pois sei que são polêmicos, mas por outro lado, chega de hipocrisia e penso que está na hora de começar a tirar um pouco desse fantástico mundo do faz de conta, onde eu não tenho, nunca, nenhuma relação com a podridão que está instaurada nesse país. Pois eu lhe afirmo: A CULPA É SUA! A CULPA É MINHA! A CULPA É DE TODA A NAÇÃO!

Confesso que já estou cansado desse discurso medíocre e esfarrapado, onde só se joga a culpa de todas as mazelas que vivemos no GOVERNO. Ele é culpado? Não tenho dúvidas sobre isso e, nem de longe o estou defendendo, mas saiba que você ai, que fica atacando, gritando e replicando coisas da qual nem conhece, mas como agora é moda criticar tudo, você também vai no embalo, pois bem, a CULPA É SUA TAMBÉM.

E vou enumerar aqui uma série de motivos para sustentar minha opinião, concorde você ou não:

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Vamos devolver o Brasil para os índios e pedir desculpas!

É isso sim, você leu isso mesmo, penso exatamente assim, creio que está na hora de devolver o Brasil aos índios e nos desculparmos pelo estrago feito.
Li um texto do Noam Chomsky, estadunidense, que é um linguista, filósofo e ativista político e professor de linguística do MIT, onde ele, com a eloquência e clareza características de uma pessoa inteligente, listou uma série de dez estratégias de manipulação da mídia, que os governos utilizam para manipular a massa e, com isso, fazer o que bem entenderem. Certamente o Brasil não é o único país onde isso ocorre, mas como sou brasileiro e vivo aqui, vou falar daqui, com conhecimento de causa.

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