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Comemorar?

O que comemorar, quando as crianças já não podem mais brincar?

Crianças inocentes, num mundo incoerente, vítimas de um homem doente.

Vamos homenagear, quem também já não pode mais ensinar.

Na arte de amar, ela ensinou aos limites superar.

Não pensou em como iria acabar e se algo iria sobrar.

Somente amou e o fogo queimou, silenciou.

Queimou o corpo, queimou a alma, que nada mais acalma.

A pureza virou tristeza.

O amor virou dor.

O sorriso gostoso, saudoso, se tornou pesaroso.

Os lábios podem até voltar a sorrir.

Mas a dor jamais vai partir.

Acordar, orar, chorar.

É o que vai restar.

Torcer para acordar e o pesadelo acabar.

Vidas destruídas, estupidamente interrompidas.

Que nossa esperança possa se manter.

Até a próxima desgraça acontecer.

E, novamente vai doer!

 

Educar

Educar é amar
Educar é sentir
Educar é deixar partir
Partir não por não se importar
Partir por libertar das velhas crenças rumo ao novo
Educar é buscar o inusitado, sem ser insultado por teorias questionar
Sem medo de errar, sem medo de estagnar, apenas questionar
Questionar a vida, questionar o próprio saber
Questionar é viver
Porque questionar não é se rebelar, é se libertar, é desabrochar
Professor, educador, tutor, mestre ou doutor, seja lá o que for
Mas por onde for, semeie o ardor inquietador do pensador
A inquietação que leva a reflexão, a paixão de saber cada vez mais
Saber é crer
Crer que sempre há mais o que aprender, viver, espairecer
Quem somente aprende a se conter, bom aprendiz não pode ser
Rebele-se, revele-se, jamais baixe o nariz
Não por petulância, mas por refutar a ignorância
Por isso deixe de implicância e veja a importância
Não deixe a desejar, aprenda educar
Não tem como errar
Basta se emocionar
Se importar
Amar

Alienar-me-ei

Alienar-me-ei

Não sei se conseguirei

Mas tentarei

Senão, saúde já não mais terei

 

Fuga da realidade?

Talvez da minha própria personalidade

O fato, já não tenho mais idade

Para tanta insanidade

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