Archives for Redes Sociais

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Sobre a Baleia Azul

Não tenho dúvida alguma que, depois desse meu texto, terei conquistado mais alguns inimigos, mas talvez essa seja uma das minhas vocações naturais…

Não sou daqueles que gostam muito dos modismos das redes sociais, mas é preciso ter senso crítico entre o que é uma modinha e entre o que é um assunto sério. Tenho visto muitas piadas sobre o assunto, ironias e, embora eu seja adepto das ironias, também é preciso saber quando elas cabem ou não.

Suicídio nunca é um assunto leviano ou com o qual se deva brincar e está me assustando a forma leviana como ele vem sendo tratado, talvez, penso eu, por ter surgido como uma “brincadeira” nas redes sociais, mas essa brincadeira é mortal, portanto, sem graça alguma.

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O Novo STF

Certamente você já deve ter ouvido essa sigla, STF, mas não é do Supremo Tribunal Federal que vou falar, vou falar do novo STF, que é o Supremo Tribunal Facebookiano, uma Corte Suprema muito, mas muito mais ágil, segura e idônea do que o desatualizado Supremo Tribunal Federal.

Podemos afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, que o Facebook foi a maior revolução judiciária da história moderna da humanidade, pois de um momento para outro, sem a menor burocracia, acabou com o déficit de juízes, pelo contrário, estamos com um superávit judicial que, em questão de minutos, analisa, processa, julga e sentencia qualquer tipo de assunto, de brigas de bar, passando pelos problemas cotidianos de segurança, saúde e educação, chegando a temas muito mais complexos, como viagens espaciais, pesquisas genéticas, inovações tecnológicas e científicas, tudo isso resolvido, transitado e julgado com uma velocidade e um grau de eficiência jamais visto na história humana.

Os Juízes da Suprema Corte Facebookiana estão sempre prontos a emitirem seus pareceres legais sobre qualquer assunto,  pois a tal da competência aqui não tem vez, todos são extremamente competentes em todos os assuntos, todos são experts em todas as áreas do conhecimento, rompendo com  outro grande paradigma da sociedade antiga, onde anos e anos eram exigidos para que um especialista se fizesse, através de muitos estudos, pesquisas, teses e um árduo trabalho, mas hoje tudo ficou muito mais simples, pois com o simples fato de criar sua conta na rede social, automaticamente, por meio dos poderes investidos à santa e sagrada ferramenta, você recebe instantaneamente os conhecimentos acumulados de toda a sociedade e “voilà”, é só sair distribuindo sentenças.

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WhatsApp – What’s up?

O dia 22 de Fevereiro de 2014 foi marcado por um fato bastante curioso, característico e que me levou a pensar algumas coisas: o aplicativo WhatsApp parou de funcionar, por aproximadamente quatro horas.
Caberia aqui uma pergunta: qual a importância desse fato? Para mim, sinceramente, nenhuma, mas devido a onda de reclamações, protestos, angústias e desesperos visualizados em perfis de redes sociais, notícias em grandes portais de notícia, entre outros, vejo que o fato tomou uma proporção maior que a que eu imaginava.
Diante disso, volto a minha pergunta que é o título desse texto: WhatsApp – What’s up? O que está acontecendo? O que está acontecendo com as pessoas? O que está acontecendo com a humanidade?
Fico preocupado, pois a sensação que tive, ao ler tantos comentários e matérias, que uma hecatombe estava em vias de acontecer, o mundo estava entrando em pane, as pessoas não sabiam o que fazer, estavam, como elas mesmo se definiram “chateadas”, “apreensivas”, “com raiva” e tudo isso, para minha perplexidade, porque um software parou de funcionar por quatro horas!

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Solidão Social

Hoje resolvi escrever um pouco sobre a solidão, mal este que afeta milhões em todo o mundo. Algumas coisas para mim são muito contraditórias, pois nunca tivemos tanta conectividade, ou seja, nunca antes estivemos tão conectados com as pessoas, seja por redes sociais, e-mails, mensagens, telefones e tantas outras formas de comunicação, cada vez mais comuns.

Em redes sociais as pessoas se orgulham do número de “amigos” que possuem, dos “seguidores”. Isso,  para mim, é  algo meio surreal, parece algo meio messiânico.  Fico me perguntando como ter tantos amigos, se na grande maioria, nunca os vimos?  Naturalmente que existem amizades que surgem dessa forma, tenho alguns casos também, mas daí a ficar disputando quem tem mais amigos…

Para mim, esse é o paradoxo da sociedade atual, aquela que se mantém conectada 24 horas por dia, da tecnologia que aproxima pessoas, mas que ao mesmo tempo, as mantém cada vez mais distantes. Hoje não falamos mais com as pessoas, no máximo teclamos, compartilhamos, curtimos, mas cadê o contato humano?

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