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Deus é brasileiro (coisa nenhuma!)

Essa é uma fala comum por aqui e normalmente é dita com orgulho. Chato que sou, desmistificarei esse mito e darei argumentos para mostrar que Deus nunca foi brasileiro.

Se Deus fosse brasileiro o mundo não teria sido criado até hoje. Isso mesmo, ainda estaríamos fazendo a licitação dos materiais, que custariam 200 vezes mais caro que o normal, não seriam entregues no prazo e, quando entregues, teriam uma qualidade muito inferior ao contratado, ou seja, quando Deus estivesse lá pela quinta-feira, tudo o que foi construído entre a segunda e  a quarta-feira já teria desmoronado. Diante disso, seria aberto um procedimento administrativo para verificar o processo de compra, que ficaria alguns séculos analisando documentos e pedindo laudos para chegar a conclusão que a culpa não era de ninguém.

As empreiteiras contratadas para o processo de construção do mundo iriam abandonar a criação pelo meio do caminho, alegando que precisavam de mais uns dez mil aditivos de contrato. O dinheiro seria liberado, mas nunca chegaria ao seu destino final, ao contrário, seria desviado para paraísos inter espaciais. O Ministério Público Celestial abriria um processo para averiguar se houve má utilização e gestão das verbas celestiais, mas nunca chegaria a um acordo, pois Deus iria afirmar que tudo foi feito dentro do estipulado, mas que alguns imprevistos aconteceram e a criação poderia sofrer alguns milênios de atraso, entretanto a culpa era do Diabo, que por sua vez iria negar tudo, afinal essa herança maldita não tinha nada a ver com ele. O Instituto Infernal soltaria uma nota dizendo que não sabia de nada sobre esse assunto e que tudo isso era intriga da oposição! Mas espera ai, a oposição não seria o próprio Diabo?! Enfim, deixa para lá.

Seria marcado um evento para a inauguração do Mundo, mas no dia estipulado haveria apenas cerca de 5% das obras concluídas e Deus falaria do legado da construção do Mundo, que alguns esforços teriam que ser feitos, mas que isso traria muitos benefícios para todos, mas que isso demandaria  mais alguns trilhões para que as obras pudessem ser concluídas. Os ingressos para a inauguração do mundo seriam superfaturados e só a elite iria participar, mas fariam protestos contra a burguesia para aparecer no Bom dia Céu e no Jornal do Paraíso.

Mas fica uma dúvida, todos esses ditos “adicionais de contrato” não são obrigatórios e, portanto, já não deveriam estar incluídos no projeto original? Claro que não! O projeto inicial não contemplava  que seria necessário água para o mundo e, para isso, teria que ser feita uma transposição de algum outro lugar que também ainda não existia, mas essa obra seria indispensável para que a água chegasse até aqui. Obras e mais obras ligando nada a lugar nenhum teriam que ser feitas em caráter emergencial, sem licitação, desviando mais alguns bilhões e atrasando a entrega final em mais alguns séculos. Deus então faria disso sua promessa de campanha e ficaria mais alguns milênios investindo trilhões nessa obra que também nunca seria concluída, mas que todos acreditariam ser a única alternativa viável para resolver o problema.

Nesse jogo de empurra-empurra, o Diabo acusaria Deus de não ter cumprido a Lei de Responsabilidade Celestial e Deus, por sua vez, abriria um processo na Comissão de Ética contra o Diabo, por quebra de decoro celestial.  Os assessores do Diabo entrariam com “putilhões” de recursos na Comissão, adiando por mais alguns bilhões de anos o andamento do processo. Depois de tanto tempo, ninguém mais se lembraria qual por qual motivo o processo tinha sido aberto e ele seria arquivado por falta de provas. Mas e o mundo, quando terminaria de ser criado? Quem se importa com isso!?

Com todas as obras paralisadas, superfaturadas, verbas desviadas e nada concluído, Deus sairia de férias no final da quinta-feira, ao invés de somente sair no sábado, que seria o dia de descanso, mas aproveitaria para dar uma esticadinha e o mundo continuaria de pernas para o ar.

Depois do recesso, ele voltaria animado para terminar tudo e fazer as coisas funcionarem e então, daria uns tapas aqui e ali, jogaria umas sujeiras aqui e acolá e pronto, eis que o mundo se fez, bem verdade que nas coxas, mas estava feito.

Chegado o momento da criação do ser humano, ele iria começar a selecionar as características importantes para as pessoas, tais como: caráter, ética, amor, respeito, humildade, inteligência, mas como os recursos financeiros estavam escassos devido a todos os desvios, ele teria que fazer alguns cortes de orçamento no processo da criação humana também. Sem saber exatamente o que fazer, ele cortaria algumas coisas que aparentemente não trariam graves consequências como, por exemplo, o caráter, a ética, o respeito, a humildade e a inteligência.

– Mas isso não era tudo o que eles tinham?

– Hummm, verdade, mas enfim, é o que dá para fazer com os recursos disponíveis, então, é o que temos para hoje. Posteriormente, eles poderiam ingressar no Programa Bolsa Celestial e pedir essas características, que já seriam inerentes à condição humana e fundamentais para sua existência,  na forma de benefícios sociais que naturalmente, se transformariam numa nova fonte de desvio de verbas, mas seria a bandeira do programa de Deus, que se orgulharia de beneficiar seus filhos com esses benefícios, mas só para lembrar, esses benefícios eram características da própria constituição humana, só que agora custam mais um pouco…

Claro que não entendo Deus dessa forma e esse texto foi só uma forma de tentar abordar um assunto sério de forma descontraída. Não há motivo nenhum para esse orgulho tolo de achar que Deus é brasileiro, afinal, é exatamente esse jeitinho brasileiro  que acaba com o país. Se você já acha que está ruim, pense que se Deus fosse brasileiro, poderia estar bem pior! 

mimimi

O problema está na Religião?

 

Essa é a primeira vez que escrevo falando sobre a Religião, normalmente procuro não abordar o tema, pois entendo que é polêmico, de foro privado e cada um acredita naquilo que bem entender, portanto, vejo que não há muito que discutir e prometo não discutir, apenas externar o que penso.

Começo dizendo que atualmente não frequento religião alguma, no entanto, não me considero ateu, pelo menos não até hoje. Minha formação foi dentro da religião católica, pois meus pais são de família tradicionalmente católica, crença que frequentei assiduamente por muito tempo, da qual guardo coisas boas em meu coração e, pela qual, até hoje, tenho respeito, embora, naturalmente, não concorde com tudo o que pregam. Depois, fui procurar o Espiritismo, crença que também frequentei por anos e anos, que me trouxe uma explicação racional para muitos questionamentos que eu trazia e que preencheu muitos dos vazios existenciais que eu possuía. O que me levou a sair de ambas? Acredito que o mesmo fator: as pessoas. Vejo que a religião, em essência, não é o problema, pelo contrário, mas as pessoas as deturpam tanto que elas acabam se tornando cansativas e, por livre opção, hoje me reservo o direito de acreditar naquilo que eu quiser, sem alguém me dizendo o que posso ou o que não posso fazer. Não estou falando como crítica, antes que já venham jogar pedras, falo o meu ponto de vista e você não tem obrigação nenhuma de concordar comigo, mas se tiver paciência, continue a leitura.

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A religião e sua influência no comportamento humano e social

O tema é polêmico e gera muitas discussões, mas num mundo onde cada vez mais as pessoas fazem propaganda das suas crenças religiosas e, ao mesmo tempo, nunca se viu tanta desonestidade, maldade e crueldade, creio que haja algo de errado nisso.

Não sou contra ou a favor de nenhuma crença religiosa, mesmo porque, já frequentei algumas por muitos anos e, inclusive, nutro um sentimento de simpatia por algumas questões religiosas, mas por outro lado, não dá para ignorar muitos outros aspectos.

Esse assunto já é polêmico há muitos séculos ou mesmo milênios, afinal, foi a religião a causadora de muitas guerras e mortes, perseguições, entre tantos outros episódios obscuros da humanidade.

Já vou logo adiantando que se você busca um texto reconfortante para seu lado espiritual, pare a leitura por aqui, pois meu objetivo não é o de escrever longas palavras de autoajuda, que irão elevar seu espírito, mas sim, refletir sobre o efeito devastador de uma crença sem o senso crítico necessário.

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