A Educação

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Ainda na antiga Grécia, no mesmo cenário do encontro anterior, Vitor e seu nonno se reuniram novamente, dois dias após, para agora abordar o tema Educação, que também é de extrema relevância, pois somente uma educação realmente esclarecedora pode ser a base para a evolução, para as profundas e necessárias mudanças. Podemos dizer que educar é libertar, pois a real liberdade está baseada no conhecimento, no desprendimento e no real desejo de promover o bem estar a todos.

– Vitor, hoje vamos abordar outro tema de muita relevância e profundidade, que é a Educação e seus desdobramentos. Todo o processo de educação também sofreu muitas distorções ao longo da história e assim como citamos a Grécia, quando falamos do autoconhecimento, novamente agora voltamos para lá, pois ao analisar os registros históricos também podemos verificar que ela foi o berço e o início do processo educativo. Ao longo da história, assim como tantos outros valores, a Educação foi se perdendo, se distanciando do seu real objetivo e passou a ser vista somente como uma lucrativa fonte de renda, como já o falamos numa das nossas primeiras conversas.

– Eu me lembro, nonno e realmente confesso que fiquei indignado com a forma como um assunto tão sério era tratado de forma tão banal.

– Vitor, a verdadeira educação é aquele que consegue despertar no outro o melhor dele mesmo, é aquele que cria pessoas conscientes, pensadoras, críticas e  politizadas. Essa educação, que é a única que pode ser chamada de processo educativo, pois todo o restante é apenas mero jogo de interesses e manipulações em massa, não ocorria de forma alguma, poucas escolas estavam preparadas para trabalhar com esse conceito e a grande maioria se limitava a mediocridade de um sistema falido e manipulador, que tão somente replicava conteúdos, criando com isso produtos em série numa sociedade massificante e alienadora.

– Voltando novamente entre os séculos XX e XXIII, podemos observar nitidamente um movimento totalmente contrário ao princípio da educação, as pessoas não eram educadas, mas sim adestradas, castradas intelectualmente falando, pois através de um contínuo processo de massificação, ao longo de toda sua vida, elas eram expostas a cultura da mediocridade, dos conteúdos acadêmicos que nada traziam de novo, de estimulante ou que despertasse o intelecto para a criação de novos conhecimentos e produtos, conceitos inovadores e, muito menos, que pudessem trazer conforto e bem estar a toda a população. A lógica pura, simples e destruidora era apenas a capitalista, pois quando o sistema de ensino se popularizou e passou a ser acessível à grande maioria das pessoas, novamente o que se via era um processo de obtenção de grandes fortunas através de um negócio muito lucrativo: a educação.

– O ensino, o aprendizado, o real significado de educar nem era lembrado, aliás, não interessava, pois se por acaso a população em formação começasse a pensar, os interesses estariam abalados, a estrutura utilizada sofreria duros golpes e isso não interessava aos detentores do lucrativo mercado da educação. Interessavam matrículas, interessavam mensalidades, interessavam pessoas que investiam seu suor numa formação que elas julgavam, seria importante, mas que em muitas vezes para nada servia além de lhes proporcionar um financiamento de anos e anos para pagar o crédito educativo que tinham feito, em resumo, quem lucrava era o Governo, os donos das escolas e todo o sistema corrupto que se ergueu atrás do véu da educação. Sabe a história dos lobos em pele de cordeiro? Aplica-se a essa situação, pois os aparentes benfeitores e socializadores do ensino, que eram homenageados e venerados, nada mais eram do que empresários altamente gananciosos visando lucro a qualquer custo e, como era praxe na época, pouco se importando com as consequências dos seus atos, até porque, como também era praxe, pouca ou nenhuma consequência era sofrida.

– As escolas, desde muito cedo, sobretudo as que estavam sobre responsabilidade do Estado, se empenhavam em manter a alienação cada vez maior, o ensino foi banalizado de tal forma que tanto fazia, dentro dos padrões de qualidade da época, se o aluno havia adquirido conhecimento ou não, ele seria aprovado do mesmo jeito. As desculpas e subterfúgios eram muitos, discursos bonitos e demagógicos eram elaborados sobre o tema e o que é pior, acabavam sendo aceitos pela população.

– A grande questão é que toda a forma de pensar a educação estava equivocada. Entre as escolas havia variações de  livros, de carteiras de estudo, de vestimenta de professores, de recursos tecnológicos que eram usados, de línguas usadas para ensinar, mas um fato era comum a todas que era a figura do professor e do aluno onde, normalmente, o professor falava e o aluno ouvia, o professor ensinava e o aluno aprendia, o professor replicava conteúdo e o aluno decorava e nesse mundo do faz de conta que se ensina e faz de conta que se aprende foi que a humanidade seguiu seu caminho por alguns séculos, foi dessa forma que a busca pelo conhecimento foi ficando esquecida e restrita a poucos pensadores, foi assim que a ignorância foi tomando conta e, por consequência, a apatia da grande massa, que tudo aceitava, que tudo permitia, que nunca levantava uma voz mais aguda de protesto contra um sistema altamente corrupto.

– Dado o alto grau de ignorância e note que não uso a palavra ignorante no sentido pejorativo, mas sim, no seu sentido literal, as pessoas foram se acostumando as situações mais degradantes, pois era fácil promover a manipulação dos fatos, produzir verdades a partir de mentiras descabidas, fazer com que as pessoas aceitassem uma culpa que não lhes cabia, pagar uma conta que não deviam, mas a falta de uma boa educação é o ambiente propício a tudo isso e muito mais, a falta do processo educativo é uma das maiores catástrofes que a humanidade pode sofrer, pois ela destrói mais do que as guerras, mais do que as catástrofes naturais e qualquer outra coisa que se possa pensar. A falta da educação, aliás, é o que proporciona todos os infortúnios, pois poucas coisas podem ser mais avassaladoras do que a ignorância.

– No ritmo que os fatos estavam se desenrolando, com uma enorme degradação de valores e princípios, não haveria uma forma pacífica de mudar os fatos, não haveria nenhuma reforma educacional possível, até porque, todas as reformas só visavam denegrir ainda mais o sistema. Para exemplificar o que estou dizendo, vamos tomar por base uma das grandes revoluções do processo educativo, pelo menos assim o chamavam, que foi a disseminação do ensino à distância.

– Nonno, permita-me uma interrupção, mas não podemos ver com bons olhos a aplicação da tecnologia na educação? Afinal, esse era o apelo, ou uma nova forma de ensinar, que dava ao aluno maior flexibilidade, mobilidade entre outras vantagens.

– Vitor, novamente temos o discurso que deturpa o verdadeiro objetivo. É claro que a tecnologia será sempre bem vinda, mas ela precisa ser entendida como uma ferramenta facilitadora, como mais um recurso e, como toda ferramenta, só produzirá bons frutos num processo que funcione, pois de nada adianta ter um carro potente e ultra moderno e a pessoa não saber dirigir, concorda? A comparação serve para estabelecermos uma linha de raciocínio, pois o processo de educar já estava totalmente deturpado e deteriorado, portanto, independente do meio ou ferramenta onde ele fosse feito o resultado seria o mesmo, em resumo, traria pouco ou nenhum benefício, não pela ferramenta ou meio, mas sim, pelo processo como um todo. Essa forma de ensino só reforça a ideia da replicação de conteúdos, pois para tornar a coisa ainda mais padronizada, uma mesma aula era vista por inúmeras pessoas, em muitos momentos, às vezes, por anos e anos. Dessa forma, o que poderia aprender o aluno? Nada além de replicar alguns conceitos, até mesmo de forma mecânica e isso está muito distante dos reais objetivos da educação.

– O papel do professor, que em essência é promover a discussão, a troca de ideias, a experimentação, a busca por vários caminhos, a análise de todas as possíveis soluções, a escolha da melhor delas, a discussão sobre os pontos positivos e negativos de cada escolha, a exemplificação, que é o que faz o processo educacional acontecer, desde há muito foi deixado de lado, ao contrário, tentaram substituí-lo por um vídeo, uma gravação, que não pensa, que não expressa sentimentos, que não desperta paixões em seus alunos, afinal, um bom professor tem sim o papel de despertar a paixão pelo conhecimento, pela vida, pela busca dos caminhos, pelo despertar da consciência adormecida, que uma vez desperta, busca cada vez mais novos conhecimentos e não se cansa nunca, pois sabe que sempre haverá algo mais a ser aprendido. Fica a pergunta: Como conseguir isso com uma simples gravação? Como conseguir isso com a leitura de um livro? Como conseguir isso apenas replicando conhecimentos passados?

– O processo de ensinar vai muito além de replicar técnicas, metodologias e conteúdos, o processo de ensinar envolve sentimentos, envolve vivência, envolve paixão. Se tão somente um vídeo ou um livro bastasse, para que fazer o aluno frequentar por anos e anos uma escola e depois, ainda, uma faculdade? Bastava lhe indicar as referências e ele que se encarregasse de ler os conteúdos e tudo estaria resolvido. Quando falo em paixão por ensinar também não estou falando em repetir o que alguns adoravam falar, coisas do tipo “eu adoro o que faço”, pois isso não é paixão e sim, em grande parte, uma tentativa de auto convencimento, uma vez que, quem gosta e tem paixão de verdade não fala, exemplifica no seu dia a dia, conquista seus alunos não com discursos ou chantagens, mas com o seu verdadeiro conhecimento. Antes de qualquer coisa, ser professor é sim um ato de amor, mas não no sentido como essa fala também era usada pelas autoridades da época, para denegrir e desvalorizar a profissão do professor, que segundo eles, tinham que trabalhar por amor, pois se quisessem dinheiro, que procurassem outra área para atuar.

– Que absurdo, nonno! Como alguém que se diz uma autoridade pode pensar dessa forma?

– Pior que isso, no Brasil, essa pessoa foi Ministro da Educação! Veja você a importância com que o país tratava a educação. O amor pelo ensino é necessário, é claro, mas diferente do que vivemos hoje, numa realidade totalmente diferente, as pessoas da época precisavam muito do dinheiro para sua sobrevivência e o retorno financeiro sobre suas atividades profissionais era muito importante, afinal, quem conseguiria manter o equilíbrio e a sensatez quando tudo ao seu redor desmoronava por falta de recursos? O mais contraditório e hilário é que nenhum político da época exercia sua função por amor, ou seja, sem receber. Diante disso e utilizando a lógica dele, podemos concluir que eles não se importavam com o que faziam, apenas queriam o retorno financeiro que sua atividade poderia proporcionar.

– Mas vamos começar a falar sobre as mudanças, afinal, sobre como era a Educação, nós já falamos, lá nos nossos primeiros encontros. A mudança na forma de educar foi uma consequência natural da forma como o homem buscou o seu autoconhecimento e, com isso, passou a entender de uma forma nunca antes imaginada a sua relação com tudo ao seu redor. Uma vez que sua visão de mundo e de si mesmo haviam mudado, era também inevitável que as formas de transmitir esse conhecimento fossem modificadas e o foco agora não era mais empurrar conteúdos, repetir histórias, mas sim fazer com que cada um despertasse em si a necessidade e a vontade por aprender, que era muito mais importante do que somente ler sobre o que já se havia estudado. Naturalmente os livros continuaram a ser importantes, aliás, cada vez mais, pois são registros de experiências, conhecimentos, mas as pessoas passaram a ser estimuladas a extrapolar o conhecimento já descrito, a se utilizar dele, mas sempre, em todas as áreas, buscar coisas novas, aprimorar o que já havia sido feito.

– A escola e todo o sistema educacional deixou de ser uma linha de montagem e isso era percebido até mesmo na sua disposição em séries progressivas e lineares. O conhecimento não é linear, a vida não é linear, portanto, como ensinar de uma forma linear? Em nossas vidas temos que lidar com muitos sentimentos e emoções ao mesmo tempo, aprender diversas coisas e isso acontece desde muito cedo, por exemplo, ainda criança, onde sentimentos e sensações novas acontecem o tempo todo e não é possível sentir uma coisa só, entender essa coisa e somente após, sentir outra. O sistema educacional teve que se adaptar a essa realidade, a essa forma natural da vida, pois não seria isso uma evolução do sistema, mas sim, somente o sistema chegando  o mais próximo possível da realidade.  Quebrar esse paradigma de linearização não foi fácil, houveram muitas resistências, mas ao final, após muitas discussões e estudos, houve o consenso de que essa realmente era a melhor alternativa, aliás, a única possível, pois era a que realmente trazia o conhecimento de uma forma abrangente e natural.

– As crianças, desde muito cedo, eram estimuladas a pensar, a criar e, principalmente, a buscar o conhecimento, pois no passado, a lógica era exatamente a inversa, era esperado que todo o conhecimento fosse transmitido, como um passe de mágica, como se isso fosse possível. Conhecimento não se transmite se adquire, no máximo transmitimos informações, mas o conhecimento é um processo de interiorização, de assimilação e, mais que tudo, de aplicação prática onde possa trazer benefícios à população. Um conhecimento que não produza resultados práticos não serve para nada, foi apenas uma informação, talvez até interessante, mas desconexa da realidade e, portanto, inútil.

– Como ensinar alguém a ser um grande pensador, um grande cientista e que, com seus inventos, ajude a melhorar o mundo? Isso não se ensina! Você, no máximo, ensina os caminhos por onde ele vá buscar o conhecimento, desperta na pessoa o sentimento e a necessidade de buscar esse sentimento e o restante será com ela. Esse foi um dos grandes erros do processo educacional antigo, achar que através de bancos escolares poderiam ser formados grandes cientistas, médicos, engenheiros ou qualquer outro profissional. Esses grandes profissionais são formados logo na infância, quando bem estimulados e orientados, passam a buscar o conhecimento de uma forma natural e espontânea, aprendem as regras básicas da sua área de interesse e, depois, buscam e criam o restante. Um exemplo dessa teoria e que, em algumas situações, aconteceram mesmo com nossos antepassados, foram os grandes cientistas e que trouxeram novos conhecimentos e criaram grandes inovações e inventos, pois boa parte deles não era composta por alunos exemplares ou bem comportados, pelo contrário, eram taxados de desinteressados e, em alguns casos, até expulsos das suas escolas. Eles apenas não se enquadravam nesse modelo retrógrado e linear da época, estavam a frente do seu tempo e já buscavam novas formas de aprender, buscaram esse conhecimento, extrapolaram os limites impostos e, de certa forma, causaram revoluções nas suas áreas.

– O homem, em sua necessidade de enquadrar, modelar, controlar e massificar, moldou os pensamentos humanos de uma forma tão avassaladora e massificante que as pessoas não criavam mais nada, aliás, isso era uma das máximas da época: “nada se cria, tudo se copia”. Se tudo é copiado e nada de novo é criado, como esperar resultados diferentes? Como conquistar novos lugares se sempre faziam o mesmo caminho? O pensamento foi muito compartimentalizado e, num dado momento, algumas pessoas começaram a perceber isso e criaram um outro termo que virou chavão, que era o  “pensar fora da caixa”. Fica outra pergunta: como? Se sua vida inteira foi pautada dentro de uma caixa, dividida, moldada, como esperar que de uma hora para outra a forma de pensar mudasse? E não mudou, apenas se degradou cada vez mais.

– O novo sistema educacional trouxe mudanças profundas, acabou com as salas de aula quadradinhas e fechadinhas, ao contrário, expôs aos olhos dos estudantes, desde a mais tenra idade, o mundo e despertou no aluno a busca do entendimento entre esse o mundo e o seu próprio eu, as relações existentes, as forças e energias que seguram essa relação, trouxe o entendimento mais abrangente da vida e dos seus valores, da ética, que havia se perdido há muito, trouxe o respeito e a valorização do ser humano, pois esse é o papel principal de toda escola educacional: o ser humano e não o sistema capitalista sujo e degradante que só visa lucros. Os professores não replicavam conteúdos, eles transmitiam as informações, mas muito além disso, aplicavam na prática essas informações com seus alunos, propiciando o conhecimento, eles viviam, experimentavam aquilo que ensinavam e estimulavam seus alunos a os superarem, não por competição, mas por uma conquista intelectual que beneficiaria toda a humanidade.

– Todo estudo acadêmico passou a gerar resultados diretos para a sociedade, trazendo benefícios e aplicações práticas de interesse comum. A exemplo do que aconteceu com o autoconhecimento e seu processo de evolução, com a educação não foi diferente e o conhecimento prévio existente foi utilizado, mas não como única fonte da verdade, mas sim, apenas como uma referência para a criação de outros saberes. O professor deixou de ser uma figura secundária e retomou seu papel de ator principal desse processo, não que todo o conhecimento dependesse dele, mas que ele estimulasse nos seus alunos a busca por todo esse conhecimento. As aulas deixaram de ser meras transmissões de conhecimentos para se tornarem laboratórios diários de experimentações em todas as áreas, interiorizando o conhecimento em cada aluno não pela simples explanação, mas sim, pela exemplificação e pela vivência prática de conceitos.

– A escola, o ensino como um todo deixou de ser um negócio e passou a ser um bem imaterial e inalienável de toda pessoa, que não era obrigada a estudar para conseguir um emprego ou uma formação, mas que queria estudar para ser uma pessoa melhor e, com isso, melhorar o mundo a sua volta. O bem maior deixou de ser o dinheiro e passou a ser o conhecimento, as grandes mudanças deixaram de depender somente de recursos físicos e financeiros e passaram a depender de novos conhecimentos e formas de realizar e resolver antigos problemas.

– Todo conhecimento só é realmente válido quando ajuda a transformar o mundo a sua volta, motivo pelo qual as ações de mudança foram ficando cada vez maiores, o foco e o alvo de todo estudo era a evolução das pessoas e do lugar onde viviam. É claro que ainda permaneceram as áreas do conhecimento, pois cada pessoa se identificava mais com uma coisa ou outra, mas acima disso, além de qualquer coisa, todos entendiam muito sobre o ser humano, todos entendiam do mundo e suas leis universais, pois isso era a base para qualquer ciência e para qualquer conhecimento. Novos campos de pesquisa surgiam todos os dias, novas ciências que estudavam novos elementos, criavam coisas novas, reinventavam coisas antigas, mas sempre mantinham o ser humano e o seu bem estar como o foco central.

– Todos os valores do antigo sistema educacional ruíram. Acabaram as escolas que cobravam valores absurdos para replicar informações através dos seus livros e apostilas, acabaram as Instituições de Ensino Superior que lucravam muito com um sistema de ensino falido, acabaram os processos seletivos, pois não era preciso selecionar tendo em vista que a educação não era privilégio de um ou outro, mas sim, como já disse, um bem universal e inalienável, portanto, um direito de todos e não mais um privilégio de poucos e a melhor forma de fazer isso não era criando programas de financiamento, mas sim, acabando com esse sistema capitalista e puramente financeiro, transformando-o num processo aberto e livre a qualquer pessoa, sem custo, pois a cobrança por algo que é um bem universal, como o conhecimento, chega a ser imoral.

– Vitor, é claro que esse processo também foi lento, as mudanças foram gradativamente sendo implantadas, mas foram se concretizando. Em um momento oportuno falaremos sobre as mudanças econômicas, na forma como as relações deixaram de ser puramente comerciais e como os seres humanos encontraram formas de sobreviver sem se escravizarem ao dinheiro, mas isso será assunto para umas duas ou três conversas a frente, pois em nosso próximo encontro falaremos sobre a saúde.

– Ótimo, nonno, perfeito, já iria mesmo te perguntar como eles conseguiram sair de um sistema onde tudo girava em torno do dinheiro, mas vou aguardar então essa nossa conversa. Podemos nos encontrar amanhã mesmo?

– Sim, podemos sim. Mesmo horário, mesmo local, tudo bem?

– Combinado. Quero meu abraço!

Avô e neto encerram as conversas sobre o motivo do encontro, mas continuaram a falar um pouco sobre situações do dia a dia e, após isso, foram para seus lares.

Leia aqui sobre os novos conceitos na Saúde

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