E Foi Assim que Tudo Terminou

Facebooktwitter
image_pdfimage_print

No dia seguinte, Vitor e seu avô se reuniram novamente, após o período de descanso necessário. Eles ainda teriam muito a conversar sobre os eventos que praticamente culminaram com a extinção da raça humana.

– Nonno, pelo que já pude perceber não foi um único fato que acabou gerando esse momento crítico para a humanidade, mas por outro lado, também vejo que eles já estavam sofrendo há muito tempo e nem por isso estavam tentando mudar. Quais foram os fatores determinantes para que esse pavio fosse aceso? religiosas, sempre foi esperado um grande evento catastrófico que dizimasse a

– Vitor, essa dúvida sempre foi o questionamento de muitos da época, quando o mundo iria acabar, de que forma ele acabaria, pois mesmo por questões população mundial, mas o que poucos percebiam era que o mundo estava acabando, aos poucos, todos os dias, em todos os cantos do planeta, sem grandes eventos catastróficos, embora, vez ou outra, alguns até acontecessem e davam sinais claros de que alguma coisa precisava ser feita, mas de uma forma geral, todos esses sinais foram ignorados pela grande maioria, em partes, até mesmo pela ajuda da mídia e Governos, que mascaravam os grandes problemas para não gerar tumultos e revoltas, por outro lado, também nada faziam para promover mudanças e, com isso, silenciando e ignorando, contribuíram para a derrocada da espécie humana.

– Podemos dizer, se fosse possível resumir tudo o que aconteceu em algumas palavras, que a humanidade entrou em colapso total por não dar importância aos seus recursos naturais, pela sua ganância e arrogância e,  também, pela intolerância religiosa, pois esses foram os fatores que mais afetaram e pesaram no tão temido “fim do mundo”, que não foi propriamente um fim, mas uma situação de sofrimento extremo, que não marcou o fim do mundo, mas o fim de um comportamento milenar equivocado.

– Para mantermos uma linha de raciocínio, vamos abordar cada um dos temas separadamente, assim como já o fizemos com outros assuntos anteriormente e vamos começar pela escassez dos recursos naturais. O homem, desde os tempos mais remotos, nunca se preocupou com a preservação do seu planeta, num antagonismo muito irracional, pois fazendo uma comparação bem simplista, seria como não cuidar da casa onde você mora, não se preocupar com a limpeza, com as ervas daninhas que vão chegando, com os insetos e outros animais peçonhentos, não se preocupar com o lixo, deixando-o todo amontoado dentro de casa, fétido e podre, nunca lavar suas roupas e nem tomar banho. Claro que isso seria rebatido e as pessoas que o fizessem seriam classificadas como loucas, no entanto, isso era feito com o planeta todo e ninguém se preocupava. Seria o caso de uma loucura coletiva, então?

– Nonno, o homem na sua ganância e sede de poder, sempre pensando somente nos lucros, não se preocupou em criar empresas sustentáveis, carros ecológicos, produtos sem agrotóxicos, entre tantas outras coisas que agrediram absurdamente o planeta. Depois de um longo tempo eles começaram a se preocupar um pouco com isso, mas já era tarde, o maior estrago já estava feito e, na natureza, não existem saltos ou respostas imediatas, portanto, um longo período de tempo seria necessário para que a Terra se recuperasse de todo o estrago causado por gerações e mais gerações sem consciência.

– Foi isso mesmo, Vitor. A natureza sempre deu sinais claros de que não aguentava mais, mas seus avisos eram ignorados, sempre por interesses maiores nos recursos financeiros, países altamente industrializados não admitiam a hipótese de reduzir a utilização de recursos, pois alegavam que isso traria sérios riscos à sua economia, assim como, países em processo de desenvolvimento, se julgavam no direito de também poluir um pouco mais, pois precisavam crescer e tinham direitos iguais aos demais. O que ninguém se preocupou ou pensou era que não era uma mera questão de direitos, nem tão pouco de crises financeiras, a questão era muito maior, era a própria sobrevivência da espécie humana que estava em jogo. O estrago na camada de ozônio era tamanho que, década após década, a temperatura do planeta foi aumentando em níveis alarmantes e nenhuma atitude foi tomada. As geleiras começaram a derreter e, com isso, toda a vida marinha foi afetada, ecossistemas foram aniquilados e, é claro, isso não passaria impune na natureza e, aos poucos, o homem começou a sentir o reflexo do seu disparate constante.

– As temperaturas começaram a subir muito, em todos os países, principalmente nos tropicais. Em dias de verão, que praticamente duravam o ano todo, a temperatura média era de 50º C, fato que começou a provocar inúmeras mortes, pois o corpo humano não suporta tamanha temperatura naturalmente. Nos seus dias mais quentes foram registradas temperaturas na casa dos 65ºC, tornando a vida no planeta insustentável. Naturalmente, a população mais carente foi a que primeiro foi dizimada e mais sofreu, pois não tinha recursos para adquirir bens que pudessem minimizar esse calor insuportável, não tinham casas preparadas para tal e acabavam morrendo muito rapidamente. Em questão de alguns anos, talvez cerca de dez a quinze anos, só esse fator fez com que a população mundial diminuísse em torno de 50%. As pessoas que tinham mais recursos achavam que escapariam, pois tinham dinheiro!

– Nonno, não consigo entender como as pessoas podiam ser tão ignorantes e arrogantes, será que não percebiam que o dinheiro não poderia comprar tudo, muito menos a vida delas?

– Não, Vitor, muitos não percebiam, motivo pelo qual falei que a arrogância e a ignorância também foram fatores determinantes para o aniquilamento da raça humana. Eles tinham dinheiro, compravam sofisticados aparelhos de refrigeração, mas precisam de energia elétrica para fazer com que eles funcionassem, bem esse que também começou a ficar cada vez mais escasso, pois dependia de outro recurso natural, também totalmente ignorado: a água. Governos de todos os países nunca levaram muito a sério a escassez de água no mundo, nunca se preocuparam tanto quanto deveriam com a criação de meios alternativos para a geração de energia, deixaram de investir nessa mudança, pois julgavam que a água nunca faltaria, mas não era bem essa a verdade, pois devido aos constantes abusos do homem contra a natureza, todo o ciclo natural se alterou e as chuvas passaram a ser cada vez mais raras.

– Isso é natural, nonno, pois com todo o desmatamento que havia, com toda a poluição e destruição dos rios, era questão de tempo até que esse ciclo natural fosse quebrado. O homem não se preocupava em devastar, se preocupava somente com os lucros da exploração madeireira, se preocupava com as áreas que ele, no alto da sua arrogância, comprava, mas esquecia de que tudo isso era do planeta e ele tomaria de volta quando quisesse. E assim o fez, aos poucos, com chuvas raras e temperaturas altíssimas, as plantações foram acabando e o homem experimentou a maior crise de comida da história humana, pois simplesmente não havia mais o que comer, as pessoas tinham dinheiro, mas não tinham alimentos, não tinham água e quem pode viver sem as necessidades básicas?

– Aos poucos o homem foi descobrindo que seu dinheiro não tinha mais valor algum, pois ele não servia para comprar mais nada, que não havia mais o que comprar. Começou a perceber que aquele bem que ele correu atrás a vida toda, que foi o objeto de toda a cobiça e inveja, aquilo pelo qual pessoas cometiam as maiores atrocidades para conquistar, não lhes serviam para mais nada! É claro que tudo isso foi uma reação em cadeia, nós estamos aqui tratando do fato de forma linear, mas sabemos que não foi isso que aconteceu de verdade, os fatos foram ocorrendo simultaneamente, países começaram guerras cada vez mais violentas, na tentativa desesperada de segurarem recursos que lhes mantivesse pelo menos o mínimo necessário, mas tudo isso foi em vão e só o que eles conseguiram foi mais destruição, mais mortes, mais sofrimento.

– Nonno, diante desse cenário, gostaria que o senhor falasse um pouco mais do Brasil, pois eu já li que ele foi muito visado nesse período e alvo de muitos ataques e guerras.

– Foi sim e isso foi graças a sua estrutura geológica, pois o Brasil era um país muito grande, com inúmeros recursos naturais, a própria Amazônia, que na época já era considerada o pulmão do mundo, um país de terras férteis, onde se podia plantar praticamente todas as culturas e com uma área útil que   poderia tê-lo tornado o provedor mundial de recursos, mas infelizmente não foi bem assim que tudo ocorreu. Como já falamos em outras ocasiões, a situação desse país era muito complicada, devido a falta de cultura e ética que imperam entre a maior parte das pessoas, sobretudo dos políticos, que entraram num ciclo odioso de corrupção sem fim. Em verdade, podemos dizer que a corrupção no Brasil era algo que estava arraigado nas suas origens, desde a sua descoberta e que nunca foi modificado, pelo contrário, só foi piorando.

– Novamente, Vitor, temos presente a ignorância com a arrogância, andando lado a lado. A ignorância de boa parte da população, que nunca se importava com nada, deixando com que seus políticos fizessem todos os tipos de atrocidades e, do outro, a arrogância e a soberba da classe política, que achava que    tudo lhes era permitido e nenhuma consequência seria sofrida. De fato, pelas leis humanas, pouca coisa aconteceu, pois o sistema como um todo era tão pérfido que somente existiam conchavos em todos os lugares, a lei era algo que não  existia mais, políticos a modificavam a seu bel prazer, a qualquer momento, desde que fosse para se beneficiarem indevidamente. A falta de interesse político, por parte do povo, fez com que a situação ficasse cada vez mais grave, pois a máquina do Estado estava somente servindo à corrupção, sem qualquer tipo de investimento em obras de estrutura, sem levar em consideração fatores globais e sérios. A situação começou a ficar mais séria exatamente com uma grave crise de água, que começou a afetar exatamente os Estados mais ricos do país, colocando em xeque as principais economias, que não tinham mais água não somente para as indústrias, mas também para matar a sede da própria população, que começou um processo de migração interna.

– Diante dessa migração interna, os outros Estados começaram a reagir contra, pois se todos fossem para outras regiões, essas regiões também começariam a sofrer as consequências e esse foi o estopim para muitas guerras civis, lutas sangrentas que ceifaram muitas vidas, lutas pela sobrevivência e, Vitor, não podemos nunca duvidar do que o ser humano é capaz quando ele está em perigo, quando seu instinto de sobrevivência fala mais alto, pois o próprio nome já o diz, é instinto, não é racional! As pessoas passaram a matar por não ter o que comer, por não ter o que beber e isso é muito triste, é uma condição de diminuição extrema da dignidade humana. Pais desesperados com o sustento das suas famílias atacavam, matavam e as defendiam como podiam, sem se importarem com as consequências.

– Juntamente com as guerras internas, houveram também invasões externas, pois é claro, o país passou a ser o centro das atenções do resto do mundo, que viam no Brasil um grande supermercado, onde poderiam chegar e levar o que precisavam. Com isso, muitas invasões foram sofridas, armas de destruição em massa, pois a lógica capitalista é desumana e o instinto de sobrevivência é cruel, portanto, a lógica dos países estrangeiros e também a lógica interna era matar o maior número possível de pessoas, pois isso faria com que os recursos pudessem ser divididos com menos pessoas. Novamente, os menos abastados de recursos foram os que primeiro sucumbiram, mas isso foi por pouco tempo, pois dada a gravidade da situação mundial, qualquer pessoa estava vulnerável, independente dos recursos que tinha, além do que, a guerra não era somente entre civis, mas sim, entre forças armadas de diversos países.

– Além da crise de água, o povo também já estava no limite, vinha enfrentando um período nebuloso de desmandos de um Governo que foi o mais corrupto da história, portanto, os ânimos já estavam exaltados, as pessoas sem qualquer tipo de ponderação e bom senso. Infelizmente, isso foi somente uma reação natural e previsível, pois num Estado onde o Governo é o primeiro a não cumprir regras, como esperar que o restante da população mantenha-se em equilíbrio e bom senso? Aumentos e mais aumentos da carga tributária, aumento das contas públicas, aumento de tarifas de energia elétrica, aumento da inflação, enfim, as palavras que mais os brasileiros ouviam eram aumentos e corrupção, fato natural, pois, para manter a roubalheira, que era cada vez maior, cada vez mais o povo tinha que pagar a conta. Esse fato também começou a gerar crises internas, ondas de violência e inúmeros saques a lojas e supermercados. Podemos dizer que o Brasil já vinha há muitos anos vivendo uma guerra civil, com o tráfico de drogas comandando cidades inteiras e isso era conseguido graças ao suborno de policiais e políticos, como já vimos.

– Ao longo dos anos, Vitor, isso foi enfraquecendo a população, que já não tinha mais condições de se sustentar e dependiam cada vez mais do assistencialismo repugnante do poder público, que tinha nesse fato uma grande vantagem, pois quanto mais dependentes, menor o poder de reação, que já era baixo naturalmente. A crise econômica foi se instaurando aos poucos, empresas começaram a fechar cada vez mais, pois para conseguir mais dinheiro para a corrupção, descaradamente o Governo aumentou as taxas de impostos das micro e pequenas empresas, fazendo com que as que já se encontravam em situações difíceis, falissem de vez e as que, por ventura, ainda estivessem se mantendo, começassem a ruir. Nessa época, o povo trabalhava aproximadamente dez meses somente para bancar os custos públicos, que se apresentavam nas formas de impostos abusivos e tarifas de serviços das mais caras do mundo, sem qualquer qualidade, é claro.

– A fome e a extrema miséria passaram a fazer parte do cotidiano, pessoas morriam de fome e de sede todos os dias e muitos dos governantes, grandes responsáveis por essa crise terrível, também começaram a sofrer as consequências, apesar de todos os roubos aos cofres públicos que já haviam praticado, pois como já falamos, o dinheiro pouco ou nada ajuda quando não se há mais o que comprar!

– Voltando agora um pouco para o restante do mundo, outros países também sofriam com miséria, corrupção, intolerância religiosa, entre outros males. Conforme já falamos em outros encontros, a intolerância religiosa era muito grande, o fanatismo dominava algumas culturas e todo fanático é perigoso, pois não tem noção da consequência dos seus atos, principalmente quando esse fanático não teme pela própria vida, fato muito comum entre os extremistas islâmicos, que formaram uma espécie de Estado independente e foram se infiltrando em todos os países e setores e, aos poucos, começaram a promover atentados cada vez mais sangrentos e destruidores, todos em nome da sua crença. Sequestros, mortes violentas, atentados, tudo isso passou a fazer parte da rotina de vida das pessoas, praticamente em todos os continentes. Sei que até já falamos sobre isso anteriormente, mas é importante reforçar esses pontos críticos.

– Além de todos esses fatores, também não podemos deixar de falar das várias epidemias que assolaram o mundo. Toda a podridão da indústria farmacêutica acabou vindo à tona, tornando o clima ainda mais pesado e insustentável. Com os constantes ataques que os laboratórios sofriam, muitos desses vírus produzidos artificialmente acabaram sendo expostos e contaminaram outras tantas milhares de pessoas ao redor de todo o mundo, contribuindo para o cenário cada vez mais caótico.

– Nonno, as guerras que anteriormente, na grande maioria das vezes, eram por petróleo e poder, passaram a ser por comida e água também. A população mundial começou a perceber que a crise era séria quando praticamente já não havia mais o que comer e nem água potável para beber.

– Foi exatamente isso, Vitor, somente quando a situação ficou muito difícil é que esforços começaram a ser feitos, novas tecnologias desenvolvidas, pois a água dos oceanos estava lá, mas não poderia ser utilizada, ou melhor, não haviam recursos disponíveis para torna-la potável, por puro e simples desinteresse político e econômico, já que a tecnologia em si existia, mas nunca foi explorada ou incentivada. Você percebe que de tudo isso que falamos até agora gira em torno da escassez de recursos, da arrogância e ganância e também da intolerância? Podemos dizer que são sentimentos que se completam, formando um círculo altamente destrutivo, pois a ganância, seja pelo poder ou pelo dinheiro, normalmente sempre depende da ignorância para poder prosperar e a política é um bom exemplo disso. A ganância dos políticos só acha solo fértil na ignorância do povo, no sentido bem literal da palavra, de ignorar mesmo, pois quando não conheço, não contesto, não cobro, aceito tudo e esse cenário é o cenário perfeito para todo tipo de desonestidade.

– Vitor, você consegue imaginar esse cenário de destruição e extrema miséria?

– Sim, nonno, aliás, eu já busquei essa cena nos meus arquivos genéticos e pude ver com nitidez como tudo aconteceu e posso dizer que me impressionei, é difícil imaginar o que as pessoas sentiam naquela época diante de tanto sofrimento.

– Muitos, apesar de todos os fatos tristes que aconteciam, ainda continuavam entorpecidos no alto da sua vaidade, achando que poderiam comprar uma situação melhor. Mas qual situação melhor? Ela simplesmente não existia mais.

– Por volta do ano de 2300 o planeta estava praticamente sem condições de ser habitável, a população mundial já havia sido reduzida em aproximadamente 70%, sendo que boa parte dessa baixa, cerca de uns 60%,  era devido as altas temperaturas e suas consequências, o restante era pela fome e extrema miséria, além das guerras e armas de destruição em massa.

– Toda forma de poder instituído já não existia mais, pois o caos era o que imperava. Governos foram extintos por força de atos populares e revoltas em massa, representantes do poder foram dizimados em todas as partes do mundo, passaram a ser vistos como os grandes responsáveis por tudo, fato que também não era verídico, pois todo mundo tinha sua parcela de culpa, uns mais outros menos, mas todos tinham seu grau de comprometimento. Com o poder econômico destruído e sem recursos naturais necessários para a sobrevivência, o mundo entrou em colapso, amargando um período muito sombrio, motivo pelo qual ficou conhecido, na história, como o período das trevas, pois nem mesmo a mente mais criativa foi capaz de imaginar tamanhos sofrimentos.

– Mudanças na estrutura física do planeta começaram a ocorrer, graças ao aumento absurdo das temperaturas e, graças ao derretimento de geleiras milenares, cidades e Estados inteiros desapareceram, de todas as partes do Globo, a fauna e a flora foram totalmente modificadas e quase completamente destruídas, tempestades muito violentas começaram a acontecer, destruindo ainda mais aquilo que já estava em ruínas, calor extremo, chuva extrema e, dessa forma, por alguns séculos, a vida na terra foi se extinguindo até praticamente desaparecer por completo.

– Os poucos que restaram tiveram que reaprender tudo para poder sobreviver, mudaram seus hábitos alimentares, perderam todo o conforto, podemos dizer, sem exageros, que o homem passou por uma situação muito próxima a já vivida no início da história da humanidade, na era das cavernas. Nada sobrou de dignidade, nada sobrou de bens materiais, nada restou de laços afetivos, enfim, a vida, como ela era entendida, perdeu-se completamente.

– Nonno, tudo isso é muito triste, mexeu com meus sentimentos, parece que estou revivendo um pouco de tudo isso.

– Vitor, isso é uma reação natural, pois em nossa memória genética guardamos todos esses sentimentos, que podem ser despertados de uma forma muito intensa, como nessa nossa conversa, por exemplo. Creio que seja hora de pararmos por hoje, vamos procurar relaxar um pouco, buscar nosso reequilíbrio e, em outra ocasião, continuamos, agora já falando do início dessa nova era, pois acho que não precisamos mais ficar falando e revivendo as dificuldades, creio que isso já ficou muito claro a todos.

– Ficamos combinados então, em dois dias voltamos a nos reunir e prosseguimos nosso diálogo.

Ambos se abraçaram afetuosamente, como era de costume e, depois disso, cada um seguiu seu caminho.

 Leia aqui sobre A Grande Mudança – Parte 1

clube_autores_compre

Se você gostou da história e quiser contribuir com o autor, faça sua doação pelo botão do PagSeguro, logo abaixo.

Toda doação é bem vinda e agradeço de coração!


Comente com o Facebook
Facebooktwitter